Pular para o conteúdo principal

'SOLILÓQUIO'

Doida essa solidão...! 

Que me faz pensar, temer qualquer coisa que se mexer! 

Mas não é nada, igual a própria. 

Na solidão me manifesto num fantasma e seu ectoplasma 'indigesto'! 

A casa vazia e assombrada por mim mesmo, meu falatório 'solilóquio' a multidões perdidas 

num fundo dum vão de uma mente vazia! 

Não tem hora, não tem vaga para qualquer coisa que faça passar o medo... 

o medo passa, mas errante me traz um mundo que não conhecia! 

Lá fora trovões e nuvens, um deus adormecia... 

a solidão me fez um também um 'deus' que não se cultua, não tem escultura... 

é de culturas perdidas ou nenhuma, não deixa nada escrito por sua falta de erudição, por suas rasuras ao invés de razão! 

Ah, solidão... você tava aí... eu nem vi! 

Você é uma outra persona, agora 'das gratas'! 

Alguém em 'just in time', alguém que faltava e se não faltasse essa 'solidão em multidão'! 

Não existia essa vastidão, não crescia... o amor chegou, se foi a solidão que também não existia até então!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

INVERNO DE '07'

E lá estava você... No lugarejo que então sempre esteve E até eu te perceber! - Poesia aos seus pés não se 'disteve'! Me movendo a escrever... O deslumbre que até hoje se manteve...! E insiste em me envolver! De 'mini' mesmo no inverno que teve! - 'Ave pernalta' tão linda de se vê! Meu amor não se conteve!

SONETO A RENATA DE MARECHAL...!

Desse bairro daqui, bem na adjacência... Mas que eu queria ter como vizinha! Daquelas que se encontra na cozinha, E uma troca de lâmpada é 'emergência'! A minha condução, a bike que eu tinha... Que era movida a 'gás' de adolescência Que tornava possível a frequência De vê-la 'despojada' como vinha! Próxima àquela base, e outro 'avião'... Parece até exagero desse bardo E mais um conhecido de seu irmão! O seu 'short de praia' e saia cargo... Letra de um rock 'n' roll na empolgação; À 'irmãzinha' mais velha do Ricardo!

ZANZA & BELERO

Lá no sub-bairro entre viela e varal, onde o céu tem mais fio que firmamento, há uma moça que sobe num vendaval todo fim de tarde, sem um lamento — Zanza, a dona de casa que voa no tempo. Belero a espera no terraço, rilhando o casco alado no azulejo gasto. É branco, reluzente, de prumo brando — pégaso vindo, talvez, de algum pasto entre Helicon e os quintais do Encantado. As comadres param o mexido na panela: — Vixi, lá vai ela de novo na asa! — Não é aquela a mulher do Protético, a bela? — Ele deixa, mas disse: “Não passa de casa…” Só que Zanza some no céu feito brasa. Prometeu voar só até a padaria, mas deu voltas ao mundo num trote leve: salta arco-íris, faz curva em nuvem fria, grita “Arroboboi!” pra Oxumarê, tão breve, e volta só depois que o sol já se atreve. Apolo, dizem, mandou-lhe bilhetinho — Hélio piscou da carruagem flamejante. Ela voa entre astros com jeitinho de quem pendura roupa e, num instante, vira dríade em amoreira ofegante. Talhada a malhação, como Salmacis formosa...