Que seja bem-vinda, aventurada, perfumada e linda para enfeitar esse duro chão! Que seja flor, fulô mas se quiser traga seus espinhos sem perder sua ternura, sem que sua primavera impeçam, e que essa terra 'trague', ou a ela se jogue qualquer 'erva daninha'! Linda, tão frágil e breve como a vida... trazendo seus significados, vida e um significado para a própria! Floresça e preencha algum vazio; e brote até no mais duro coração! Flor que ainda não nasceu, mas que pode ser vista ou sentida por quem só enxergue ou viva de flores! Flor do bem... e que seja preparada para um terreno hostil duma realidade cinza para a sua cor contrastar! Que ainda não nasceu, mas que já existe em pensamentos floridos! E que seja rosa, violeta, margarida... ou leve qualquer outro 'nome de gente'! Ó flor que nasça, brote, 'germine', cresça, apareça, se abra e floresça! Na beira do rio, da estrada, num campo de guerra entre minas e seus 'cogumelos', num semiárido, ater...
No tempo em que eu matava as apostilas, no fundão do colégio, meio avoado, tu ias mais à frente, em teu reinado, alheia às minhas quimeras juvenis tranquilas. Passaram-se as marés, luas e filas, o mundo me levou por outro lado; mas eis que o algoritmo, bem danado, reuniu de novo antigas maravilhas. Não mais colegas só de sala e giz, mas cúmplices de um mundo fluorescente, ligados por um clique e seu verniz. E assim renasce, estranha e docemente, o velho laço, agora mais feliz: colegas outra vez — porém virtualmente. **DGPT PRODUÇÕES POÉTICAS**