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CORAÇÃO DE POETA

Ah, esse meu coração de poeta...! 'Bombeado' por 'veias artísticas', com 'sopros de inspiração' e batidas que acompanham meu canto em 'arritmia'! Que sofre, ama, quer como um outro qualquer...  que bate e até salta de alegria! Esse meu coração de poeta... esse sentimento comum, essa dor que deveras...  esse peito aberto, e esse diagnóstico de paixão! Enganoso, enganado e partido... 'Reanimado', sangrado, desenhado, 'em forma de caixa' e 'sortido'! Coração de poeta, alma de pássaro e espírito livre como esses versos! Um coração poeta que não suporta o peso e pressão dessa realidade que ele transforma! Carinhoso, alado, de estudante, e vagabundo...! Que deixa de bater por um amor para renascer num outro! Que morre de amor com o poeta para imortalizá-lo com suas obras!  Que pede licença médica e poética com sua imperfeita e linda forma de funcionar! Que pode ser de papel por sua sensibilidade podendo facilmente se partir ou 'rasg...
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SONETO A...

Amor... quando vais parar de 'aprontar'...?! De me deixar desse jeito que fico... Esse mesmo jeito 'assim' que não explico! Mas que deixas nítido o que está no ar! Mais esses versos, e a esse alguém dedico... Mais esse 'motivo' para sonhar! Atitude, gestos a decifrar... E outros sinais co'os quais me 'comunico'! Amor... acho que quer me enlouquecer! Já que tu não ages conforme a razão...! E influencia até no meu querer! 'Amor'... é o que dita meu coração! Move as batidas; me fazes viver! Confunde, enlouquece e dá direção!

DEPOIS DA AULA...

Presente! Minha eterna professora... Ainda responde mais esse aluno Da 'carteira no peito', lá do fundo E em 'matéria te amar' o melhor fora! Aquela série, e da tarde era o turno... A roupa; eras morena e surgiu 'loira'...! O melhor dessa vida se decora! Nem tanto o que ensinavas, eu aqui assumo! 'Namorar e casar com conjunções'... Para hoje saber o que declame Levando ao mundo versos ou 'orações'! Sendo o poeta e 'aluno' que ainda a ame! Que a louve co'essa língua de Camões! Ó linda professora Dona Helane!

O CRAVO E A 'BARBOLETA'

Borboleta que aposa na tevê...! Com aquele seu tom cafuço e lindo! De paixão e seu esplendor nos recobrindo! Luz da tela te 'atrai' lá do Abecê... E através das antena veio ocê! Pra enfeitar minhas tarde, noite, dia... Com beleza de poldra, e inté arredia! De origem das Itália 'sa 'bernô'! Num jardim mais lindinha das fulô! Na disputa com cravo ela vencia!

A DRÍADE DO JATOBÁ

No coração da mata antiga, onde o vento assobia modinhas entre cipós, sabiás e lembranças, vive a Dríade do Jatobá, morena baiana de olhos de chuva. Dizem que nasceu num encontro impossível entre uma estrela desgarrada, uma folha de pau-brasil e o primeiro raio de sol que Cabral viu beijar a costa. Seu vestido é tecido com retalhos de alvoradas, sementes de jatobá, penas perdidas de araras e risos roubados do Curupira. Quando ela passa, o mato inteiro se apruma: o rio espelha seu rosto, as bromélias se enfeitam, e até o velho tronco parece endireitar as costas. Tupã lhe deu a voz dos ventos, Jaci lhe deu o brilho da noite, e Oxum, vaidosa e generosa, emprestou um pouco da doçura das águas douradas. Seu perfume não mora em frasco algum da cidade. Vem da casca da árvore, do barro depois da chuva, do mel silvestre, das flores escondidas da mata. Talvez seja isso que os sábios chamariam feromônio; eu, poeta desajeitado, chamo apenas de encanto. Nunca lhe falei de amor. Sou daqueles apaixon...

'BORBOLETA GERBELLI!'

Capturada na tela pra tê-la perto de mim! Tem briga no jardim! Nem cravo, nem rosa; - és mais bela! Borboleta do ABC! Pegou a Serra das Araras Pairando na Guanabara! Mas só a alcanço na TV!

A LIRA DO MOMENTO

Um poema de momento... Tão curto, feliz, breve, inspirado ou triste! Seja instável como o tempo... Dure enquanto o instante existe! Que se aproveite, se esqueça, e vai no vento!

A UMA FLOR QUE AINDA NÃO NASCEU...

Que seja bem-vinda, aventurada, perfumada e linda para enfeitar esse duro chão! Que seja flor, fulô mas se quiser traga seus espinhos sem perder sua ternura, sem que sua primavera impeçam, e que essa terra 'trague', ou a ela se jogue qualquer 'erva daninha'! Linda, tão frágil e breve como a vida... trazendo seus significados, vida e um significado para a própria! Floresça e preencha algum vazio; e brote até no mais duro coração! Flor que ainda não nasceu, mas que pode ser vista ou sentida por quem só enxergue ou viva de flores! Flor do bem... e que seja preparada para um terreno hostil duma realidade cinza para a sua cor contrastar! Que ainda não nasceu, mas que já existe em pensamentos floridos! E que seja rosa, violeta, margarida... ou leve qualquer outro 'nome de gente'! Ó flor que nasça, brote, 'germine', cresça, apareça, se abra e floresça! Na beira do rio, da estrada, num campo de guerra entre minas e seus 'cogumelos',  num semiárido, ater...

SONETO A GISELE PORTUGAL 4 (“GEPETIANO”)✨

No tempo em que eu matava as apostilas, no fundão do colégio, meio avoado, tu ias mais à frente, em teu reinado, alheia às minhas quimeras juvenis tranquilas. Passaram-se as marés, luas e filas, o mundo me levou por outro lado; mas eis que o algoritmo, bem danado, reuniu de novo antigas maravilhas. Não mais colegas só de sala e giz, mas cúmplices de um mundo fluorescente, ligados por um clique e seu verniz. E assim renasce, estranha e docemente, o velho laço, agora mais feliz: colegas outra vez — porém virtualmente. **DGPT PRODUÇÕES POÉTICAS**