No tempo em que eu matava as apostilas, no fundão do colégio, meio avoado, tu ias mais à frente, em teu reinado, alheia às minhas quimeras juvenis tranquilas. Passaram-se as marés, luas e filas, o mundo me levou por outro lado; mas eis que o algoritmo, bem danado, reuniu de novo antigas maravilhas. Não mais colegas só de sala e giz, mas cúmplices de um mundo fluorescente, ligados por um clique e seu verniz. E assim renasce, estranha e docemente, o velho laço, agora mais feliz: colegas outra vez — porém virtualmente. **DGPT PRODUÇÕES POÉTICAS**
**1** Oi, Rosaly, fulô bonita, lá das banda de Goiás, me chamava “sobrinho querido”… e eu querendo era era mais 😅 --- **2** Tem cheiro de Cerrado quente, de mato e chão batido, ô fulô que nasce forte… no meu peito fez abrigo 💞 --- **3** Ai, Rosaly, que xedô… que nem rosa em madrugada, teu nome já vem florido e tua falta é danada 🌹 --- **4** Ocê é fulô do cedro, lá das banda do Líbano, mas brotou foi nesse peito feito verso sertanejo 🎶 --- **5** Nas viola que eu escuto, nas duplinha do sertão, te comparo em cada letra… e perco até a razão 🤠 --- **6** Vixe… ô trem danado é isso, esse amor de longe assim, de Goiás até meu canto dói gostoso dentro em mim 💭 --- **7** Num arrasta-pé arretado eu queria te enlaçar, bem coladinho no xote… só pra nunca mais largar 😏 --- **8** Ocê virou foi poesia, mesmo dando um vacilão, te perdoo nos meus verso e te guardo no coração 💌 --- **9** Saiu da minha rede um dia, sumiu sem nem dar notícia, mas entrou foi na fileira das musa que a alma vicia 😉 ...