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#POESIA_(3.0)

Recorro a poesia para me refugiar ou se preferir, escapar desse tom de cinza que encarde a realidade desse planeta azul, me utilizando de uma 'válvula de escape' que me projeta para além do arco-íris, horizonte ou uma zona de conforto  em algum lugar entre essas estrofes! Um último recurso quando se esgota a razão... um apelo para a emoção! Os primeiros sinais de quem ainda 'sofre' desse lindo mal dos séc'los nesse milênio! Me utilizo de poesia para bancar o artista, para escrever o que tenho a dizer... mostrar quem sou, que sou, sempre fui, nunca ou quem sabe serei! Para transcrever ou tentar traduzir um sonho e com minhas conclusões o que a vida tem para ensinar! Poesia como arma para me defender dum desamor, matar o tempo, vencer angústias ou 'fingir uma dor'! Para dizer o quanto você é tão 'tão'... Para falar da virgem ou dama que doma e pega o pégaso ou o único unicórnio, e dos últimos... Essas saias como invólucro ou 'véu de coxas', sol...
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MUSA E DESTAQUE

Mulher anjo que rege a poesia... Cujas asas do pégaso na escápula... Fazem que eu 'zanze' do real a fábula! E me trazem inspiração e alegria! Ó deusa com semblante de menina... Fada cujo sorriso é que ilumina... Nome de anjo e a imagem, a tentação! Escultura, e nosso Deus, o Artesão!  Ente dessa minha mitologia... Sonho recorrente, loucura santa! Ninfa que mais esse sátiro encanta! Musa e destaque dessa fantasia!

LILI

🌾 Vi Lili no meu cochilo, sob um arco-íris torto. O pasto era um céu tranquilo e o beijo, um doce aborto. 🌼 Tinha lírio no barranco, e Itaperuna ao fundo. Uai, sô... num era um sonho? Mas jurei que vi o mundo! 🌀 Com a brisa do Retiro e os bois mugindo o luar, o trem doído que eu suspiro numa sesta veio amar. 👘 Ela vinha — falsa-nissei — numa minissaia jeans... Ô danada, eu nunca sei se ela é flor ou querubins. 🎋 Do Muriaé ao meu leito, só tem curva e devoção. Meu tesão nem é direito, é platônico, é paixão! 📡 Tantas antena parabólica na paisagem do sertão... mas sinal do amor da Lili só pega no coração! 💋 Ela disse “hen, seu danado...” e puxou meu braço à toa. Na ilusão fiquei colado feito visgo em peroba boa. 👣 Seus pés descalços, sapequeiros, pisam sonho, barro e vinho. O que é longe vira cheiro no meu sonho de sozinho. 🌈 No tal pasto encantado tudo era manso e de vidro. Nosso amor — meio inventado — era bom, mas era lívido. 🧿 Tem um canto lisergínico no olhar da Lili sô... ...

SIGO...

E por aqui sigo te amando... Firme e 'forte', vivendo, sobrevivendo, conforme for dando e Deus mandando! Sigo lembrando, pensando, estando, caminhando, morrendo(de amor), de pé ou sonhando! Sigo...? Talvez consiga, contigo(ou sem), 'consigo', comigo rumando, 'me arrumando',  remando, insistindo, acreditando! E vou levando...! Vivendo desse amor que sigo alimentando... lamentando! Enquanto a vida segue, há esperança... for suportando, não desanimando, a chama queimando, o sentimento lembrando, demasiando, chamando, estando, existindo, persistindo... se 'eternizando' enquanto for durando!

O VESTIDO DE UMA FESTA

Ah, o vestido da dinda do Biano...! Solto, livre e alegre naquela festa... Carrruagem e 'funk como orquestra'! Duma debutante no 'alto dos trinta'... De 'oliva incerto' minha mente o pinta! E dentre as coisas boas daquele ano! Das fantasias e espinhas na testa...! Dum moleque de ginásio; na 'quinta'! Que ao pensar em tal peça ainda a sinta! Decote em 'V', evasê, cetim, 'pano'...?! Num prendedor, 'bazar', altar profano...! Daquele tempo e festejo, o que resta!

DA CANGA DE ZANZA...

Daquela canga de Elisângela... Mandei fazer uma fronha Pra também embalar meu travesseiro Com tudo aquilo que se sonha Sob o que levou o seu amor e 'tempero'! Pra fingir ter o seu colo... Dormir ou morrer por esse amor Mas, tendo o seu 'dolo'! Com essa fronha que já foi uma canga...! Podemos ir juntos àquela praia... Você, cabelo ao vento, pé na areia...! Feito as ondas, pra lá e pra cá, e na saia; 'Licorne marinho' leva a sereia! A última daquelas peças doadas... Com o teu cheiro e o perfume de hibisco...! E algumas lembranças estampadas...! Que pego, cheiro, me envolvo e mordisco! Com essa canga 'que é Elisângela'...! 'Saída' que se mantém na mente! Pareô duma nativa utópica! Parangolé que te faz envolvente! Manto de deusa afro-greco-nórdica!

'LEMBRANÇA POTIGUAR!'

Vi Celinha em seu portão... Numa saia de forró! Fantasia, só impressão...?! -'Miragem do Seridó'!

RONDÓ DA NILCÉIA!

Ó linda vizinha Nilcea...! Cujo lote é dobrando a esquina... Onde vive e não faz ideia Do quanto que encanta e fascina...! Essa linda flor de ninfeia! De Monet ou duma 'piscina'! Invejando rosa e azaleia... Dentre outras de sua estampa fina! Em seu portão, o short, que teteia...! Ó linda vizinha Nilcea!  

CANTIGA A GI PORTUGAL

Menestrel sou, mas sem alaúde, com guitarra a bramir no ar, canto à dama que, em juventude, eu nunca soube reparar. No fundão sempre largado, enlevado em sono ou riso, enquanto o irmão, educado, cumprimentava preciso. E tu, Gi de além-mar, perto e longe na distância, hoje vejo e, sem tardar, me flagelo na tardança. Nunca vi tal formosura, outrora, ao meu lado a flor, em Provença ou na ventura de um trovador sem ardor. Dom Quixote entre moinhos, em apostilas varado, nunca vi que teus caminhos já guardavam luz de fado. Se trajasses tergal belo, ó tormento dos mortais! Nem Cervantes, nem modelo diriam versos iguais. E no tempo virtual o menestrel se embaraça, pois "Xedô", nome leal, teu esposo não suporta. Sigo então nesse torpor, teu semblante é um fanal, o menestrel sem fulgor que não canta em Portugal. *Cedido gentil e dereísticamente pela DGPT Records.  (A partir de um mote sugerido)