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CELINHA!

Flor do mandacaru que brotou ali E naquele portão, que vinha se abrir! Trazendo o Seridó ou sua Natal Mas sendo daqui dessa capital! Naquela calçada a reunião Era onde sua família ia se juntar Seja pra falar dos outros ou pra festejar! E ela também vinha para 'bordar'! Celinha....! Que lembro que ficava no seu portão Rodeada de filho ou com o maridão Enquanto eu de passagem pra qualquer lugar! Celinha....! Que morava logo ali ao alcance da visão Passando bem perto do coração... Batendo igual 'zabumba' pra essa potiguar! O cabelo loiro que ela tingiu 'Valquíria do Nordeste' desse Brasil! Que por algum tempo representou Ali naquela vila onde morou! E foi quando senti paixão Naquela calçada ao avistar Flor do mandacaru que fora brotar... Entre filhos, marido, portão e num short clochard! Celinha....! Que lembro que ficava no seu portão Rodeada de filho ou com o maridão Enquanto eu de passagem pra qualquer lugar! Celinha....! Que morava logo ali ao alcance da visão ...
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SONETO 'ADRIÁTICO'

Ali embaixo morava uma Adriana... Que conhecíamos como 'Didi'! Que certa vez esteve bem 'aqui'! Se não me falha o amor que não se engana! Se destaca dentre as que conheci Com seu nome 'balcã' e ginga de Havana! Loirice nórdica ou 'paraibana'! E o shortinho que também não esqueci...! Lembro que em frente de casa brincava... E que não demorou, e já namorava! E o que provocavas de mais 'hormônico'! Das festas e clubes que frequentava... Que já habitou um 'sentimento platônico'! E que agora seu endereço é 'eletrônico'!

A PITONISA DO XEDÔ E O VENTO DO DESEJO

Lá do alto do Pelô, numa torre de luar, vive Rosana Jatobá, a que sabe o tempo olhar. Mas não é só céu e nuvem que essa deusa faz girar... Com vestido coladinho, e um blazer de botão, sai prevendo calafrio no meu centro de tesão. E só com um olhar de brasa ela muda a previsão. "Hoje o dia será quente", ela fala, sem pudor, e me deixa em combustão com seu tom sedutor. Quem me dera ser termômetro entre os peitos dessa flor! 🌡️🌺 Seu perfume é de dendê, com um toque de jasmim... Quando passa perto, o vento me arrepia até o fim. Nem Iansã teria forças pra conter meu frenesim! No estúdio, ela se agacha pra ajeitar o microfone... E a saia preta levanta como um sonho que me consome. Se existe umidade alta, é por conta desse nome! 🌪️ Fico ali, todo suado, feito chão de verão raso, enquanto ela diz no mapa onde vai chover orgasmo. E minha alma, sem defesa, faz do corpo o seu arraso... "Hoje tem maré subindo lá na curva do sertão", diz a Musa, com gingado, balançando o bumb...

TROVA DA PROFESSORA HELANE

Lembro até dum vestidinho... E a blusa naquela prova! E a essa mestra com carinho... Hoje eu é quem 'aplica' a trova!

DARA

Dara, loura da família, hoje dança e faz feitiço: de menina virou riso, de boneca virou viço.

À BELEZA DE ZANZA!

Que é tudo isso... que já falei e repito! E que não se cansa como eu que insisto! Da arte de Deus, trabalhada com 'treinos'...! De 'Zanzibar', Grécia Antiga e outros reinos! Da mulher anjo dum poeta e servo! Do seu pégaso tatuado e eterno! Do seu nome composto, mas sendo única! 'Cípria' e tendo uma canga como 'túnica'! Que zanza ou permanece em pensamentos...! À perfeição do amor e seus momentos!

AO SOL NA ESCÁPULA...

Segue aquele corcel alado E lindo feito o anjo que o leva Naquele dorso tatuado! Fantástico e eterno em seu mito! Galopas e zanzas céu afora... E em sonhos onde ainda o fito! Que a acompanhou em cada corrida Suando, bufando e trotando... Nas costas, na pele, na vida! Me faz Quixote e delirante! A eleva a musa e 'elisangélica'...! E ao inferno de amar, esse 'andante'! Ao sol de ícaro e além do arco-íris... Horizonte, 'Belerofonte'; A paixão que alguém faça caíres! Sob um 'top', babydoll n'alcova...! Permanecendo em minha mente 'Tatuado' inda que o remova!

A DAMA E O 'UNIPÉGASO'

A quem estendo um tapete com versos! Que possui uma tenda em meus pensamentos; Sagui e outros pets ao invés dum leão! Seu 'gosto de amora' do sobrenome... Foto diante do espelho, imagem de anjo; Do pégaso nas costas as suas asas! E a maciez da pele, só imagino...! Som de harpa tinha aquela sua voz...! Do Fisiólogo e dos meus escritos; Mitologia 'greco-suburbana'! Flores em volta na estampa dos shorts, Seu olor nas peças que iam pra 'criada'...! Pro baú, gaveta ou museu dos sonhos E estando entre os tantos de meus desejos!

JULIA LINDNER!

Me surges numa 'entrada' repentina...! Como faz o amor que também tá no ar! Desse mesmo que quero 'reportar' À tamanha beleza pequenina! Julia... que faz jus ao 'segundo nome'! Linda... em contraste com certas notícias! Sem imaginar as paixões propícias... Quando na tela empunha o microfone!