Recorro a poesia para me refugiar ou se preferir, escapar desse tom de cinza que encarde a realidade desse planeta azul, me utilizando de uma 'válvula de escape' que me projeta para além do arco-íris, horizonte ou uma zona de conforto em algum lugar entre essas estrofes! Um último recurso quando se esgota a razão... um apelo para a emoção! Os primeiros sinais de quem ainda 'sofre' desse lindo mal dos séc'los nesse milênio! Me utilizo de poesia para bancar o artista, para escrever o que tenho a dizer... mostrar quem sou, que sou, sempre fui, nunca ou quem sabe serei! Para transcrever ou tentar traduzir um sonho e com minhas conclusões o que a vida tem para ensinar! Poesia como arma para me defender dum desamor, matar o tempo, vencer angústias ou 'fingir uma dor'! Para dizer o quanto você é tão 'tão'... Para falar da virgem ou dama que doma e pega o pégaso ou o único unicórnio, e dos últimos... Essas saias como invólucro ou 'véu de coxas', sol...
Mulher anjo que rege a poesia... Cujas asas do pégaso na escápula... Fazem que eu 'zanze' do real a fábula! E me trazem inspiração e alegria! Ó deusa com semblante de menina... Fada cujo sorriso é que ilumina... Nome de anjo e a imagem, a tentação! Escultura, e nosso Deus, o Artesão! Ente dessa minha mitologia... Sonho recorrente, loucura santa! Ninfa que mais esse sátiro encanta! Musa e destaque dessa fantasia!