Borboleta que aposa na tevê...! Com aquele seu tom cafuço e lindo! De paixão e seu esplendor nos recobrindo! Luz da tela te 'atrai' lá do Abecê... E através das antena veio ocê! Pra enfeitar minhas tarde, noite, dia... Com beleza de poldra, e inté arredia! De origem das Itália 'sa 'bernô'! Num jardim mais lindinha das fulô! Na disputa com cravo ela vencia!
No coração da mata antiga, onde o vento assobia modinhas entre cipós, sabiás e lembranças, vive a Dríade do Jatobá, morena baiana de olhos de chuva. Dizem que nasceu num encontro impossível entre uma estrela desgarrada, uma folha de pau-brasil e o primeiro raio de sol que Cabral viu beijar a costa. Seu vestido é tecido com retalhos de alvoradas, sementes de jatobá, penas perdidas de araras e risos roubados do Curupira. Quando ela passa, o mato inteiro se apruma: o rio espelha seu rosto, as bromélias se enfeitam, e até o velho tronco parece endireitar as costas. Tupã lhe deu a voz dos ventos, Jaci lhe deu o brilho da noite, e Oxum, vaidosa e generosa, emprestou um pouco da doçura das águas douradas. Seu perfume não mora em frasco algum da cidade. Vem da casca da árvore, do barro depois da chuva, do mel silvestre, das flores escondidas da mata. Talvez seja isso que os sábios chamariam feromônio; eu, poeta desajeitado, chamo apenas de encanto. Nunca lhe falei de amor. Sou daqueles apaixon...