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DA CANGA DE ZANZA...

Daquela canga de Elisângela...

Mandei fazer uma fronha

Pra também embalar meu travesseiro

Com tudo aquilo que se sonha

Sob o que levou o seu amor e 'tempero'!

Pra fingir ter o seu colo...

Dormir ou morrer por esse amor

Mas, tendo o seu 'dolo'!

Com essa fronha que já foi uma canga...!

Podemos ir juntos àquela praia...

Você, cabelo ao vento, pé na areia...!

Feito as ondas, pra lá e pra cá, e na saia;

'Licorne marinho' leva a sereia!

A última daquelas peças doadas...

Com o teu cheiro e o perfume de hibisco...!

E algumas lembranças estampadas...!

Que pego, cheiro, me envolvo e mordisco!

Com essa canga 'que é Elisângela'...!

'Saída' que se mantém na mente!

Pareô duma nativa utópica!

Parangolé que te faz envolvente!

Manto de deusa afro-greco-nórdica!

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