Pular para o conteúdo principal

DO PONTO DE VISTA DE DEUS


Em posição privilegiada, acima de tudo, todos,
Do alto, altivo, superior, humilde e maior
Do que nossa insignificância pressupõe
Deve ser a mesma vista que tem um montanhês, um pássaro,
Um astronauta, o rei siamês e quem pode 'andar' de avião!
Do ponto de vista de Deus, como seria a nossa arrogância,
Pretensão e ignorância embaçando a lente de sua lupa lunar invertida?!
É a vista de quem não vê cara, mas pode enxergar um coração
De quem te acompanha sem pisar o chão, de quem pode enxergar o futuro,
Não ver um passado e é onipresente, onisciente na invisibilidade da pouca fé
De alguns irmãos!
Visão privilegiada do fim dos tempos
Enxergando sempre o lado bom das coisas na imparcialidade para com suas criaturas
Sem esquecer do juízo para os maus!
Como será o nosso amor do ponto de vista de Deus...?!
As guerras pela areia do oriente, a política, a mídia, as microssaias, os regimes
E seus dissidentes?!
Tento enxergar, mas a fé não é cega, então me contento com esse céu azul
E seus sinais em meus sonhos!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

AMOR & POESIA

Vou tentar escrever um poema que não fale de beijo,  De carinho, de flor ou de espinho! Um poema que seja um ‘emaranhado de palavras’,  Mas que não toque nenhum coração! Amor sem poesia... Poderia viver um sem o outro?! Poesia sem amor... E que graça teria isso?! Não posso deixar de falar de amor  Por mais que pareça repetitivo, cliché, 'batido' e cansativo! Se é amor, tudo é válido...! Tudo faz sentido! Olhai os lírios no campo, as aves que gorjeiam, as nuvens que passam ou passeiam,  As ondas ou 'vagas' que vagueiam, a garota de Ipanema e outras praias, as da favela, As lindas professorinhas rodrigueanas, 'gonçalvianas,'  Aquelas ‘botero-balzaquianas’, ‘sudanesas’ e sozinhas num ponto de ônibus desse mundo...  O Deus desse mesmo mundo, o próprio mundo vasto de Raimundos... E o amor como a sua solução! A poesia sem amor não teria uma rima pra flor! Não teria tanta beleza e não haveria inspiração, pois com amor o ‘feio é belo’, O cho...

INVERNO DE '07'

E lá estava você... No lugarejo que então sempre esteve E até eu te perceber! - Poesia aos seus pés não se 'disteve'! Me movendo a escrever... O deslumbre que até hoje se manteve...! E insiste em me envolver! De 'mini' mesmo no inverno que teve! - 'Ave pernalta' tão linda de se vê! Meu amor não se conteve!

LILI

'Sob um céu que se curva ao pasto molhado, lá estava Lili, Elisângela Aparecida, a prima postiça de riso dourado, de estada incerta, viagem curtida'. Cruzava a cidade do interior,  tão distante,por trilhos reativados de 'Ritiro'  ao chão,sonhando em pedras,  no leito errantedo Caminho da Pedra Preta, ilusão. Com traços de gueixa e origem africana, ela dançava entre barrancos ribeirinhos, nas margens do rio amarelo insana, num amor platônico de desalinhos. Um dia, sob um arco-íris tristonho, me vi no delírio de um pasto vazio. Ali, num sonho, no tempo bisonho, Lili surgiu, amor sem estio. Microssaia blue jeans, mini jeans justa, coxas à mostra, feitiço e furor. E sem perceber, num descuido à custa, a calcinha ao alcance, oferta do amor. Mas eu, Rei de Sião, de alma selada, seguia distante, na minha indiferença. Entre garças em bando, na terra lavada, fugindo ao seu trem doido de crença. Na casa dos meus tios, ela rondava, viola caipira tangia no fundo, o rock rural na sa...