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Mostrando postagens com o rótulo prompt poiesis

SONETO A GISELE PORTUGAL 4 (“GEPETIANO”)✨

No tempo em que eu matava as apostilas, no fundão do colégio, meio avoado, tu ias mais à frente, em teu reinado, alheia às minhas quimeras juvenis tranquilas. Passaram-se as marés, luas e filas, o mundo me levou por outro lado; mas eis que o algoritmo, bem danado, reuniu de novo antigas maravilhas. Não mais colegas só de sala e giz, mas cúmplices de um mundo fluorescente, ligados por um clique e seu verniz. E assim renasce, estranha e docemente, o velho laço, agora mais feliz: colegas outra vez — porém virtualmente. **DGPT PRODUÇÕES POÉTICAS**

'LUMIAR EM QUADRINHAS'

**1** Oi, Rosaly, fulô bonita, lá das banda de Goiás, me chamava “sobrinho querido”… e eu querendo era era mais 😅 --- **2** Tem cheiro de Cerrado quente, de mato e chão batido, ô fulô que nasce forte… no meu peito fez abrigo 💞 --- **3** Ai, Rosaly, que xedô… que nem rosa em madrugada, teu nome já vem florido e tua falta é danada 🌹 --- **4** Ocê é fulô do cedro, lá das banda do Líbano, mas brotou foi nesse peito feito verso sertanejo 🎶 --- **5** Nas viola que eu escuto, nas duplinha do sertão, te comparo em cada letra… e perco até a razão 🤠 --- **6** Vixe… ô trem danado é isso, esse amor de longe assim, de Goiás até meu canto dói gostoso dentro em mim 💭 --- **7** Num arrasta-pé arretado eu queria te enlaçar, bem coladinho no xote… só pra nunca mais largar 😏 --- **8** Ocê virou foi poesia, mesmo dando um vacilão, te perdoo nos meus verso e te guardo no coração 💌 --- **9** Saiu da minha rede um dia, sumiu sem nem dar notícia, mas entrou foi na fileira das musa que a alma vicia 😉 ...

O PARANGOLÊ DA PROFESSORA HELANE

No ginásio antigo eu fingia copiar matéria no caderno, mas minha mente cometia um pecado quase moderno: queria era ver Dona Helane desfilar seu verão eterno. Ela entrava na sala risonha com seus livros e seu colar, e a turma toda se componha tentando ao menos disfarçar… mas eu virava conjunção querendo nela me ligar. “Casem com as conjunções!”, dizia, num mantra de português; e eu, perdido em fantasia, pensava outra insensatez: queria casar era com ela desde a sétima talvez. Ah, Dona Helane passando no vestido floral serelepe… meu coração ia tombando feito aluno que se derrete; aquele parangolê colorido era aula prática da febre. Tinha cheiro de maçã nova, de diário recém-comprado, de recreio, chuva e prova, de sonho mal comportado; e eu só faltava conjugar “amar” no particípio apaixonado. Quando ela erguia uma maçã rindo pelos arredores, parecia de manhã a rainha dos professores; e eu, ex-aluno tardio, colecionando rubores. Hoje o tempo deu distância, barba, boleto e condução… mas bas...

PARA CELINHA

> Valquíria de Xangô danada, > me amarrou num fio de luz, > com sainha encabulada, > que mais cega que reluz! > Galeguinha do Seridó, > flor do agreste sem jardim, > era só mais um xodó — > mas só eu que via assim. > Portão cheio de criança, > um no bolso, dois no pé... > Teu borogodó balança > mais que a rede de Canidé! > Faltam os papos que não demos, > risos bobos sem ter fim... > Ai, Celinha, nem sabemos > o que havia por mim! > Short clochard e saia torta, > dos desejos que passei... > Tu danava e eu na porta, > vendo tudo que não sei! > Dizem que gostava 'por trás'... > e eu só dizia: “oxente!” > Que culpa tenho se a paz > me vinha por tua frente? > Era linda, era miragem, > era mirrada ilusão, > oásis em paisagem > de um deserto coração! > Teu riso com as parentas > era o sino do lugar. > Até falando das tenta, > tu sabia encantar! > Sumiu, musa potiguar, > do portão pra...