Pular para o conteúdo principal

PAIXÃO NÃO É AMOR


E muitos ainda não sabem fazer tal distinção!
Se o amor é belo, puro, sublime e singelo...
A paixão é queda, é fogo, é palha, é laço, é flagelo!
Se estás ‘apaixonado’, alegre-se, mas lembre-se:
Isso não é amor!
Se estás com alguém ao seu lado e sem ele
Se vê desolado(a), não é só paixão,
Também é ‘furor’!
A paixão não é um mal, mas quem dela se acomete,
Perde a noção, não tem juízo, não tem pudor
E nem a alma que jaz vendida!
Paixão não é sentimento, é um vício, uma anomalia...
Ela causa ‘abstinência', e mesmo quando só dá e passa, 
Às vezes teima, cicatriza, mas volta como ‘recaída’!
A paixão não serve pra nada se não vir acompanhada
De seus fortes beijos, rompantes, desejos, caprichos
E sortilégios!
Enquanto o amor é tema de romances, canções, pregações
E tantas histórias bonitas...!
Ele se confunde com a paixão nos momentos e tempos 
Que não se perdem com explicações, mas quase se perde os sentidos,
Se deixando aproveitar ou ‘levar’!
Amor é amor, paixão é paixão...não se misturam, mas se confundem, 
Combinam, se casam, fazem planos, filhos, descasam, amasiam...
O amor é um luxo que não se vende, não se compra,
E quase está em falta no ‘mercado’!
E a paixão, promíscua, sorrateira e calculista, não mede esforços,
Não vê meios, só o fim que os ‘justifica’, não vê consequências,
Não vê nada se não aquilo ou aquele que tanto cobiça!
Paixão com suas sensações, ‘seus comichões’, 
Suas aflições, divagações, devaneios e ilusões!
Paixão estampada no rosto e no vestido(antes de ser arrancado!) 
Escrita na testa, marcando a pele e assinalando vidas! 
Feita com tatuagens, marcas de garras e de mordidas!
Quando entra paixão se sai de si quando se envolve, e se começa com paixão
Não se sabe como isso pode terminar!
Paixão não é recomendável para quem não pode sofrer fortes emoções,
Tem antecedentes criminais e exemplos fatais de casos de amigos, e na família!
A paixão nos casos de quem sofre de amor é tratado com muito carinho
E doses homeopáticas, moderadas e tímidas de beijo, 
Sabendo-se que estes viciam...
Paixão não é amor, nem vice nem versa, nem versa sobre o vice...!
Paixão é o que vem de repente e também de repente some...
Paixão que se sente, te toma, se soma, consuma e consome!
Se abate, se debate, causa embate...
Paixão é paixão, não tem conversa... 
Com ela não se conversa, pois se o amor é cego, ela é surda
Ou assim se faz...pra ela tanto faz!.




Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

INVERNO DE '07'

E lá estava você... No lugarejo que então sempre esteve E até eu te perceber! - Poesia aos seus pés não se 'disteve'! Me movendo a escrever... O deslumbre que até hoje se manteve...! E insiste em me envolver! De 'mini' mesmo no inverno que teve! - 'Ave pernalta' tão linda de se vê! Meu amor não se conteve!

'FLERTE ALGORÍTMICO'

Vi tua vida em janelas quadradas, algoritmo gentil me trouxe você — como quem assopra cartas embaralhadas e entrega o naipe que não se pode prever. Não te conhecia, mas clicava em tua alma. Teu riso num parque, teus pais no Natal, teu corpo em ginástica, teu dia banal... E eu ali, pixel a pixel, invisível e presente — como espírito da máquina, fantasma obediente. Puxava assunto, às vezes bobo, às vezes doce, querendo só ficar perto. Tive a ousadia de sugerir um post: "Você nesse vestidinho... tomando um milk shake — com um céu lilás por perto..." E tu sorriste, mulher de fibra e filtro, disseste "quem sabe", como quem dança no abismo. Me empolguei: e se um dia...? E se o algoritmo fosse cupido, e os dados virassem destino? Mas então... tua timeline silenciou. Não houve briga, nem adeus, só o sumiço — e aquele perfil estático como mausoléu. Fiquei olhando dias, como quem assiste ao fim de um seriado sem saber se era ficção ou realidade. Hoje, aprendi: que o feed é um...

LILI

'Sob um céu que se curva ao pasto molhado, lá estava Lili, Elisângela Aparecida, a prima postiça de riso dourado, de estada incerta, viagem curtida'. Cruzava a cidade do interior,  tão distante,por trilhos reativados de 'Ritiro'  ao chão,sonhando em pedras,  no leito errantedo Caminho da Pedra Preta, ilusão. Com traços de gueixa e origem africana, ela dançava entre barrancos ribeirinhos, nas margens do rio amarelo insana, num amor platônico de desalinhos. Um dia, sob um arco-íris tristonho, me vi no delírio de um pasto vazio. Ali, num sonho, no tempo bisonho, Lili surgiu, amor sem estio. Microssaia blue jeans, mini jeans justa, coxas à mostra, feitiço e furor. E sem perceber, num descuido à custa, a calcinha ao alcance, oferta do amor. Mas eu, Rei de Sião, de alma selada, seguia distante, na minha indiferença. Entre garças em bando, na terra lavada, fugindo ao seu trem doido de crença. Na casa dos meus tios, ela rondava, viola caipira tangia no fundo, o rock rural na sa...