Pular para o conteúdo principal

POEMA EM TERGAL



Laughing in the playground - gets no kicks from little boys:
would rather make it with a letching grey
Or maybe her attention is draw by Aqualung
who watches through the railings as they play.

Eu fui uma linda normalista...!
De uniforme azul e branco,
Com honras, glórias e sorriso franco!
Com estrelinhas no peito,
A professorinha a marchar com galhardia
Sendo um brotinho em flor!
Uma linda normalista rodrigueana, 'gonçalviana'...
tijucana, 'campograndense', 'Elleriana' cheia de malandragem 
e num ponto de ônibus sozinha no meio de todo esse 'patriarcado'!
Fui uma normalista do tempo em que toda casa tinha a sua...
E da escola municipal cujo uniforme era: camisa de botões,
Bolso e a saia rodadinha também de tergal!
Sempre sorridente com os laços de amizade
De meu coração de estudante!
De passo firme com meus ‘sapatos-boneca’, e mais um fetiche
Com o meu borogodó inda colegial, 
mas para casar só depois de se formar(em todos os sentidos!)
Quem sabe ainda sou uma normalista...!
Namorada ou irmã de alguém, do 'método Piaget', do ‘Bósforo da normalista do amor, do prazer, 
do assédio, do Bukkake, Vis gratta puellae', mas que poderia ser sua filha e a professora de seu filho!
Uma 'cheerleader americana' ou uma 'marinheira japonesa'...
A Clarissa e a Maria do Carmo, a embalar o filhinho na maternidade ‘do Carmela’!
A atriz Fernanda Vasconcellos e a anônima Paula Ramos Lopes que nunca foram normalistas, mas que também ficariam lindas naquele parangolê pregueado e ‘moralmente’ apelidado de saia!
Uma linda normalista ‘precursora’ do uso da micro-saia ao 'dobrá-la',
Mas que ao chegar em casa, logo vestia um ‘short de babado’, 
esquecido na cama do irmão, assim como o papai, 
também zangado, e ‘quase namorado’ devido a sua ‘ciumeira’!
Uma linda normalista de samba-canção, da turma dos anos 50, 2000's, dos melhores livros, revistas 'páginas de internet 
e do 'funk até o chão'!
Um docinho de festa 'tamanho família' e cuja sainha era o papel plissadinho que o embalava para olhares gulosos e 'para viagem' no lotação!
Linda com o seu anel e estrelinhas de ‘colação de grau’, sua profissão, tradição, e digna
de toda a nossa gratidão e respeito!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

INVERNO DE '07'

E lá estava você... No lugarejo que então sempre esteve E até eu te perceber! - Poesia aos seus pés não se 'disteve'! Me movendo a escrever... O deslumbre que até hoje se manteve...! E insiste em me envolver! De 'mini' mesmo no inverno que teve! - 'Ave pernalta' tão linda de se vê! Meu amor não se conteve!

'FLERTE ALGORÍTMICO'

Vi tua vida em janelas quadradas, algoritmo gentil me trouxe você — como quem assopra cartas embaralhadas e entrega o naipe que não se pode prever. Não te conhecia, mas clicava em tua alma. Teu riso num parque, teus pais no Natal, teu corpo em ginástica, teu dia banal... E eu ali, pixel a pixel, invisível e presente — como espírito da máquina, fantasma obediente. Puxava assunto, às vezes bobo, às vezes doce, querendo só ficar perto. Tive a ousadia de sugerir um post: "Você nesse vestidinho... tomando um milk shake — com um céu lilás por perto..." E tu sorriste, mulher de fibra e filtro, disseste "quem sabe", como quem dança no abismo. Me empolguei: e se um dia...? E se o algoritmo fosse cupido, e os dados virassem destino? Mas então... tua timeline silenciou. Não houve briga, nem adeus, só o sumiço — e aquele perfil estático como mausoléu. Fiquei olhando dias, como quem assiste ao fim de um seriado sem saber se era ficção ou realidade. Hoje, aprendi: que o feed é um...

LILI

'Sob um céu que se curva ao pasto molhado, lá estava Lili, Elisângela Aparecida, a prima postiça de riso dourado, de estada incerta, viagem curtida'. Cruzava a cidade do interior,  tão distante,por trilhos reativados de 'Ritiro'  ao chão,sonhando em pedras,  no leito errantedo Caminho da Pedra Preta, ilusão. Com traços de gueixa e origem africana, ela dançava entre barrancos ribeirinhos, nas margens do rio amarelo insana, num amor platônico de desalinhos. Um dia, sob um arco-íris tristonho, me vi no delírio de um pasto vazio. Ali, num sonho, no tempo bisonho, Lili surgiu, amor sem estio. Microssaia blue jeans, mini jeans justa, coxas à mostra, feitiço e furor. E sem perceber, num descuido à custa, a calcinha ao alcance, oferta do amor. Mas eu, Rei de Sião, de alma selada, seguia distante, na minha indiferença. Entre garças em bando, na terra lavada, fugindo ao seu trem doido de crença. Na casa dos meus tios, ela rondava, viola caipira tangia no fundo, o rock rural na sa...