Pular para o conteúdo principal

POESIA


A poesia o que será?!
Verso, prosa, trova, melodia...?!
Emoção, paixão, reflexão ou picardia?!
Poesia no ar como o amor e as aves
Que aqui gorjeiam num encontro com as de lá!
Num inspirado momento, num sonho e com as palavras ao vento
daquelas saias rodadas soltas e livres por aí como estes versos
Ao saírem também de uma gaveta!
Poesia pode ser o que ela quiser!
E é o que ela quer e terá se der ouvidos ao coração!
Seja de amor ou guerra é onde também tudo é válido,
Se pode e tem um final feliz como em outras histórias.

Poesia afinal o que será?!
Um hino, uma obra, uma pintura...?!
Uma imagem, um som, iâmbica, dadá 'm' dadá?!
Belas letras que independem de acadêmicos,
Mas são escritas por seres privilegiados!
No riso da criança, nesse sorriso de Giovanna,
No choro de Madalena, da jardineira pela Camélia
E em tantas outras coisas e histórias da vida!

É algo mecânico, automático, enigmático e espontâneo!
Madeira de dá em doido, de fazer a celulose onde a escrevo,
é pau e uma pedra no caminho de Pasárgada
Retrata um passado presente, imortaliza e se antecipa
Escrevendo o futuro... é 'onipresente',
Uma dádiva, uma musa, Deus, seus versículos e o inferno de Dante!

Poesia o que é?!
É a solidão da madrugada, um trovador em serenata...
Um bilhete, um falsete, um alívio, o 'ó' do borogodó, o 'é' do parangolé...?!
É prosa, letra, música, versos brancos, coloridos...
São mil palavras, trinta linhas, dez sílabas, um desejo e aquela mulher!
É o verbo, uma ação, uma loucura...!
Poesia é o que faço sem saber...!
É o sim e o não, mas nunca o porquê!
Uma flor que se abre, a chuva que cai, o azul celeste, o marrom-cocô!
É pra todos os gostos, carnaval no mês de agosto...!
São os ossos do ofício nas linhas tortas onde segue o trem do amor!.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

AMOR & POESIA

Vou tentar escrever um poema que não fale de beijo,  De carinho, de flor ou de espinho! Um poema que seja um ‘emaranhado de palavras’,  Mas que não toque nenhum coração! Amor sem poesia... Poderia viver um sem o outro?! Poesia sem amor... E que graça teria isso?! Não posso deixar de falar de amor  Por mais que pareça repetitivo, cliché, 'batido' e cansativo! Se é amor, tudo é válido...! Tudo faz sentido! Olhai os lírios no campo, as aves que gorjeiam, as nuvens que passam ou passeiam,  As ondas ou 'vagas' que vagueiam, a garota de Ipanema e outras praias, as da favela, As lindas professorinhas rodrigueanas, 'gonçalvianas,'  Aquelas ‘botero-balzaquianas’, ‘sudanesas’ e sozinhas num ponto de ônibus desse mundo...  O Deus desse mesmo mundo, o próprio mundo vasto de Raimundos... E o amor como a sua solução! A poesia sem amor não teria uma rima pra flor! Não teria tanta beleza e não haveria inspiração, pois com amor o ‘feio é belo’, O cho...

INVERNO DE '07'

E lá estava você... No lugarejo que então sempre esteve E até eu te perceber! - Poesia aos seus pés não se 'disteve'! Me movendo a escrever... O deslumbre que até hoje se manteve...! E insiste em me envolver! De 'mini' mesmo no inverno que teve! - 'Ave pernalta' tão linda de se vê! Meu amor não se conteve!

LILI

'Sob um céu que se curva ao pasto molhado, lá estava Lili, Elisângela Aparecida, a prima postiça de riso dourado, de estada incerta, viagem curtida'. Cruzava a cidade do interior,  tão distante,por trilhos reativados de 'Ritiro'  ao chão,sonhando em pedras,  no leito errantedo Caminho da Pedra Preta, ilusão. Com traços de gueixa e origem africana, ela dançava entre barrancos ribeirinhos, nas margens do rio amarelo insana, num amor platônico de desalinhos. Um dia, sob um arco-íris tristonho, me vi no delírio de um pasto vazio. Ali, num sonho, no tempo bisonho, Lili surgiu, amor sem estio. Microssaia blue jeans, mini jeans justa, coxas à mostra, feitiço e furor. E sem perceber, num descuido à custa, a calcinha ao alcance, oferta do amor. Mas eu, Rei de Sião, de alma selada, seguia distante, na minha indiferença. Entre garças em bando, na terra lavada, fugindo ao seu trem doido de crença. Na casa dos meus tios, ela rondava, viola caipira tangia no fundo, o rock rural na sa...