Pular para o conteúdo principal

ORAÇÃO PELO DEUS SOL



Obrigado Deus por mais esse dia de sol!
Sol de cada dia e de todos os dias,
Idas, vindas, voltas e reviravoltas ao seu redor!
Agradeço por esse sol que ainda é o mesmo sol
Sobre o meu amor, nossos momentos,
E tão radiante quanto a alegria e a felicidade!
Sol de Rá, Deus Tupã e do Império de um sol nascente
'made in Japan'!
Sol de ‘Lúcifer’, sua estrela matutina...!
Que banha também um presidiário e brilha a luz no fim do túnel!
Sol do pobre e do milionário, do impiedoso, forte e fraco,
E dos mansos que com certeza herdarão esse planeta que iluminas!
Sol que diferente da lua só pode ser desbravado por astrônomos,
Astrólogos e 'Ícarus'!
Obrigado Senhor por mais esse dia de sol, pela chuva, pela colheita,
Pelo céu, pelo mar, pelos biquínis e bronzes!
Brilho de sol brilhando sobre uma gota d'água sobre a folha
E reproduzindo um arco-íris que sai do vidro da minha janela!
Sol sorridente desenhado no chão por uma criança banguela e inocente!
Sol no horizonte, ‘no poente’, Onipresente, por trás dos montes,
Dos morros e sobre a favela e seu zinco quente!
Sol de todos e sem porquê!
Rezo pelo sol que mantém acesa a sua chama como faz a esperança...
Sol do deserto e suas mil e uma noites...
Sol do nosso semi-árido, escandinavo e até ‘da meia-noite’!
O sol que resplandece como Vênus ao seu lado e no Olimpo.
Incandescente e tão acima de nossos problemas!
Faça com que arda o amor de muitos que já se esfria.
Ilumine os meus caminhos e me faça chegar a luz!
'Here comes the sun' ...um sol beatnik da Era de Aquário e até ‘da glacial’!
Brilhai sol amarelo, poente ou ‘lusco-fusco’!
Rogai sobre nós e o destino dessas mesmas tantas voltas, reviravoltas
E giros da vida e desse planeta azul!


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

INVERNO DE '07'

E lá estava você... No lugarejo que então sempre esteve E até eu te perceber! - Poesia aos seus pés não se 'disteve'! Me movendo a escrever... O deslumbre que até hoje se manteve...! E insiste em me envolver! De 'mini' mesmo no inverno que teve! - 'Ave pernalta' tão linda de se vê! Meu amor não se conteve!

SONETO A RENATA DE MARECHAL...!

Desse bairro daqui, bem na adjacência... Mas que eu queria ter como vizinha! Daquelas que se encontra na cozinha, E uma troca de lâmpada é 'emergência'! A minha condução, a bike que eu tinha... Que era movida a 'gás' de adolescência Que tornava possível a frequência De vê-la 'despojada' como vinha! Próxima àquela base, e outro 'avião'... Parece até exagero desse bardo E mais um conhecido de seu irmão! O seu 'short de praia' e saia cargo... Letra de um rock 'n' roll na empolgação; À 'irmãzinha' mais velha do Ricardo!

ZANZA & BELERO

Lá no sub-bairro entre viela e varal, onde o céu tem mais fio que firmamento, há uma moça que sobe num vendaval todo fim de tarde, sem um lamento — Zanza, a dona de casa que voa no tempo. Belero a espera no terraço, rilhando o casco alado no azulejo gasto. É branco, reluzente, de prumo brando — pégaso vindo, talvez, de algum pasto entre Helicon e os quintais do Encantado. As comadres param o mexido na panela: — Vixi, lá vai ela de novo na asa! — Não é aquela a mulher do Protético, a bela? — Ele deixa, mas disse: “Não passa de casa…” Só que Zanza some no céu feito brasa. Prometeu voar só até a padaria, mas deu voltas ao mundo num trote leve: salta arco-íris, faz curva em nuvem fria, grita “Arroboboi!” pra Oxumarê, tão breve, e volta só depois que o sol já se atreve. Apolo, dizem, mandou-lhe bilhetinho — Hélio piscou da carruagem flamejante. Ela voa entre astros com jeitinho de quem pendura roupa e, num instante, vira dríade em amoreira ofegante. Talhada a malhação, como Salmacis formosa...