Pular para o conteúdo principal

SÁBIAS BORBOLETAS

                                                                                           
                                                                                                                                           Itaperuna, RJ
                                       
                                                                                                                                                                                                                                 
Queria ser como essas borboletas...!
Livres até mesmo em pensamento,
Bonitas e esbeltas tendo mel
Como principal alimento!
Esguias, pequenas e ‘naturais asas delta’
Que vivem de mel e sem saber o que é fel!
E a voar seja de alegria ou não...!
Uma borboleta só conhece as flores
Apesar de poder voar além desse jardim!
Uma borboleta outrora uma lagarta
E que hoje se assemelha a um serafim!
Não pergunte a uma borboleta
Onde nasce o sol, se hoje vai chover,
Sobre os rumos da política,
Quem vai ganhar o campeonato,
O que passou na TV, e qual o sentido da vida!
Uma borboleta tem que ser só uma borboleta
Sua vida assim como sua asa, é leve
E se ela beijasse, seus beijos seriam dos mais melados!
Se eu fosse uma borboleta estaria agora no jardim de alguém
Roubando um beijo de uma flor sem me preocupar em ser alvejado,
Ou julgado por outrem que não sabe o que é amor!
Queria ser como estas borboletas sem saber o que é pecado,
Moral, engorda, o que é juízo, prejuízo, siso, ‘pouco siso’
E assim viveria a vida só de flor!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

AMOR & POESIA

Vou tentar escrever um poema que não fale de beijo,  De carinho, de flor ou de espinho! Um poema que seja um ‘emaranhado de palavras’,  Mas que não toque nenhum coração! Amor sem poesia... Poderia viver um sem o outro?! Poesia sem amor... E que graça teria isso?! Não posso deixar de falar de amor  Por mais que pareça repetitivo, cliché, 'batido' e cansativo! Se é amor, tudo é válido...! Tudo faz sentido! Olhai os lírios no campo, as aves que gorjeiam, as nuvens que passam ou passeiam,  As ondas ou 'vagas' que vagueiam, a garota de Ipanema e outras praias, as da favela, As lindas professorinhas rodrigueanas, 'gonçalvianas,'  Aquelas ‘botero-balzaquianas’, ‘sudanesas’ e sozinhas num ponto de ônibus desse mundo...  O Deus desse mesmo mundo, o próprio mundo vasto de Raimundos... E o amor como a sua solução! A poesia sem amor não teria uma rima pra flor! Não teria tanta beleza e não haveria inspiração, pois com amor o ‘feio é belo’, O cho...

INVERNO DE '07'

E lá estava você... No lugarejo que então sempre esteve E até eu te perceber! - Poesia aos seus pés não se 'disteve'! Me movendo a escrever... O deslumbre que até hoje se manteve...! E insiste em me envolver! De 'mini' mesmo no inverno que teve! - 'Ave pernalta' tão linda de se vê! Meu amor não se conteve!

LILI

'Sob um céu que se curva ao pasto molhado, lá estava Lili, Elisângela Aparecida, a prima postiça de riso dourado, de estada incerta, viagem curtida'. Cruzava a cidade do interior,  tão distante,por trilhos reativados de 'Ritiro'  ao chão,sonhando em pedras,  no leito errantedo Caminho da Pedra Preta, ilusão. Com traços de gueixa e origem africana, ela dançava entre barrancos ribeirinhos, nas margens do rio amarelo insana, num amor platônico de desalinhos. Um dia, sob um arco-íris tristonho, me vi no delírio de um pasto vazio. Ali, num sonho, no tempo bisonho, Lili surgiu, amor sem estio. Microssaia blue jeans, mini jeans justa, coxas à mostra, feitiço e furor. E sem perceber, num descuido à custa, a calcinha ao alcance, oferta do amor. Mas eu, Rei de Sião, de alma selada, seguia distante, na minha indiferença. Entre garças em bando, na terra lavada, fugindo ao seu trem doido de crença. Na casa dos meus tios, ela rondava, viola caipira tangia no fundo, o rock rural na sa...