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O MEU ÚLTIMO POEMA



Este é o meu último poema!
É o último poema depois de tantos...!
É o último e ainda não é uma obra prima
E talvez nem mesmo chegue a ser 'um poema'!
O último poema de quem ainda continuará vivendo,
Aprendendo e tentando aprender a fazer poesia!
Último no qual eu falo de flores, canhões, vida, morte,
Severina, veredas e sertões...!
Último de minha autoria, mas que não será o primeiro a não ter citações!
Acho que de tudo já falei e em tudo já pensei, de tudo já fiz,
E um bom combate imagino que também lutei!
Um poema que será o último no qual falarei sobre Adélia, seus 'caracóis',
Sua longa saia caqui e de 'tecido utópico', de Adriana e Zanza com seus shortinhos clochards
e de ‘outros babados’... de uma ‘certa Solange’ com seu vestidinho verde-escuro, de outras cores e outras histórias passadas e tão minhas!
Será o último, mas não o primeiro que não finjo, engano e me engano,
E convenço o mundo do 'Nero que sou'!
O último como as últimas palavras de um ‘morto-vivo’, zumbi, super-herói de gibi...!
Como a ‘deixa’ para um grande ato anunciando o melhor que ainda está por vir!
Apesar de ser o último poema continuarei acreditando em Deus e nas fadas...!
Cultuando e lambendo o ‘glacê’ na cor da 'jardineira' de minha prima Rosemere naquele retrato, e ‘importunando poeticamente’ as lindas professorinhas em seus curtos parangolês plissados!
O último poema das páginas desse livro e obra incompleta, escrito pelo último dos homens
E o ‘melhor dos canalhas’!
Já falei do sol, da lua, já falei do 'sexo dos anjos' e de mulheres nuas!
Já fui criança, hoje sou velho e já 'renasci'...!
É o primeiro poema que não falo em você e não me deixo levar pela paixão!
O primeiro poema que não falarei de mulheres dos outros,
ou que já foram e ainda são minhas sem nunca terem feito a mínima ideia disso!
O primeiro do resto da minha vida, mas não o primeiro a ter rimas,
Não obedecer a métrica, a lógica, e a não ter rasuras que mais o embelezam!
O último dos meus poemas e talvez por isso o melhor deles!
O último dos moicanos, gregos, troianos, ‘utópicos’, ‘pasárgadenses’, lemurianos!
O último, mas que gostaria que fosse o primeiro na lista com os que irei publicar!
O mais sem assunto, sem sentido, mas talvez o primeiro a lhes interessar!
Turvo turvo, e duro sem perder a ternura...
Um poema sujo, mas com a pureza da menina de olhos de caleidoscópio
Num céu com os diamantes mais límpidos!
O último de meus poemas, minhas preces e meus parangolés!
Este é o meu último poema e fim de papo...!
O último até então ou até que surja uma nova ideia, um novo amor,
Uma nova musa ou só uma inspiração!


Comentários

  1. Eu nem terminei de ler e já gostei não desista deixa que a vida o inspire continue fazendo oque você ama. Adoraria ler mais poemas você teria Instagram para eu vê as publicações?

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    Respostas
    1. Nossa...muito obrigado por tão incentivadoras palavras...! Ter o prazer de receber na forma de comentários a interação de cada internauta, apreciador de poesia ou aspirante a poeta assim como eu...Isso é muito gratificante...muito obrigado! Quanto ao Instagram, talvez eu coloque nos projetos...obrigado pelo interesse! Mais uma vez agradeço pela participação, volte sempre e tenha uma boa tarde!

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