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ESPARADRAPO



Nunca foi tão apropriado se falar de amor!
Nesses dias de hoje, do jeito ‘que a coisa tá’,
o mundo anda, ‘desanda’, e tudo é tão estranho!
Amor...
Esse ‘mal necessário’ para um mundo que não sabe mais o que é isso,
o que é bom e o que está perdendo deixando de amar!
...pra se bater, se ferir, sofrer, fazer sofrer, chorar, se matar
e matar entre si!
Amor de Paulo de Tarso para com seus ‘filhinhos’ gentios,
de Helena de Troia com os gregos e os troianos,
de Mahatma para com os ingleses e conclamando todos os outros indianos!
De 'vítima para algoz' e de algoz deixando de ser algoz por amor a vítima!
Amor do Verbo, da Palavra, que está escrito, está implícito, do diálogo
e da compreensão...taí a solução!
Então plante uma rosa, se fira num espinho, envolva em esparadrapo
e cante uma canção!
Nesse dia em que tudo deu errado, o sol brilhou da mesma forma que brilhou naquele dia feliz!
Viva um dia de cada vez, vários de uma só vez se quiser assim...!
Faça viagens mesmo que pelas ‘linhas aéreas’ da imaginação!
Dê essa mesma rosa para alguém, sorria, dê a mão, um abraço, um beijo ou 'roube' um...
a causa é nobre, é a do amor que é nobre mesmo quando ‘vagabundo’!
E que como na guerra onde se vale tudo, por ele também se mata e por ele também se morre!
A coisa tá difícil, mas não melhora reclamando!
A coisa só complica, o quadro se agrava, mas quem sabe tudo muda ‘se amando’...?!
Só tentando!

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