Pular para o conteúdo principal

ÓLEO DE LIBIDO


O vento na cabeleira de um corpo nu voejando... 

Corpo de mulher nu decepado de decência 

E outros enganos! 

Ó deusa minha... seu corpo vem como águia 

Em pensamentos levianos de tão leves ultraleves, 

Pomba cotovia e bruxas adejando! 

Perdido no espaço sideral de meu quintal 

Quintal do tamanho do meu mundo particular, 

Porém exponencial como as correntes que descem em cada ideia 

Como teias que tecem com cada plano...

Aranhas vermelhas também pairam flutuando! 

E não mais se perde a mulher nua, mulher crua, 

Mas com sal de suor! 

Sal produzido na orgia com sua efigie produzida no barro, 

Na argila do pó da terra, do sal terra... 

Ó mulher faceira, nua, despida de inocência querendo com força o amor 

E seu óleo de libido fazendo graça se perdendo dentro de um longo vestido! 

Virgem de lâmpada... pequena traquina, doce infanta... 

Ó mulher mulher que voa vai volta, 'vulvas' e me satisfaz!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

INVERNO DE '07'

E lá estava você... No lugarejo que então sempre esteve E até eu te perceber! - Poesia aos seus pés não se 'disteve'! Me movendo a escrever... O deslumbre que até hoje se manteve...! E insiste em me envolver! De 'mini' mesmo no inverno que teve! - 'Ave pernalta' tão linda de se vê! Meu amor não se conteve!

'FLERTE ALGORÍTMICO'

Vi tua vida em janelas quadradas, algoritmo gentil me trouxe você — como quem assopra cartas embaralhadas e entrega o naipe que não se pode prever. Não te conhecia, mas clicava em tua alma. Teu riso num parque, teus pais no Natal, teu corpo em ginástica, teu dia banal... E eu ali, pixel a pixel, invisível e presente — como espírito da máquina, fantasma obediente. Puxava assunto, às vezes bobo, às vezes doce, querendo só ficar perto. Tive a ousadia de sugerir um post: "Você nesse vestidinho... tomando um milk shake — com um céu lilás por perto..." E tu sorriste, mulher de fibra e filtro, disseste "quem sabe", como quem dança no abismo. Me empolguei: e se um dia...? E se o algoritmo fosse cupido, e os dados virassem destino? Mas então... tua timeline silenciou. Não houve briga, nem adeus, só o sumiço — e aquele perfil estático como mausoléu. Fiquei olhando dias, como quem assiste ao fim de um seriado sem saber se era ficção ou realidade. Hoje, aprendi: que o feed é um...

SONETO A RENATA DE MARECHAL...!

Desse bairro daqui, bem na adjacência... Mas que eu queria ter como vizinha! Daquelas que se encontra na cozinha, E uma troca de lâmpada é 'emergência'! A minha condução, a bike que eu tinha... Que era movida a 'gás' de adolescência Que tornava possível a frequência De vê-la 'despojada' como vinha! Próxima àquela base, e outro 'avião'... Parece até exagero desse bardo E mais um conhecido de seu irmão! O seu 'short de praia' e saia cargo... Letra de um rock 'n' roll na empolgação; À 'irmãzinha' mais velha do Ricardo!