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LILI

03.07.2007


A luz que se intromete pelo basculante

Beija a minha face e deita seu arco-íris 

Naquela parede sem cor!

O dia amanhece independente de que se acompanhe o seu 'parto'

Ou se admire o seu resplendor!

São certezas que almejam à queima-roupa

Qualquer 'sorte-azar' de desesperança!

Eu não digo, grito... só quero e berro ser mais do que feliz!

Dando volta na ciranda da mágica de amores possíveis...!

Não saio do lugar, mas sou feliz com o rodar...!

A roda de mim mesmo e o grande complexo de emoções só minhas!

E então caímos tontos, mas ao levantar percebemos tudo!

Existe um coração para cada peito 'coirmão'!

A luz que me queima agora no fim de um túnel é a nossa direção!

E se tiver que invejar alguém, invejo um anjo que só existe num sonho

E assim é imaculável!

E se tiver que invejar alguma coisa, invejo 'coisa alguma'

Por sua independência por não existir!

Arranquei do caderno de uma colegial, essa folha singela

Para esse poema cru!

Mas tinha o seu tempero, o seu coração doce que sem sal comi!

O noticiário com uma velha notícia nos bombardeia com mais uma guerra 'deles'!

E eu só quero é enlouquecer em paz com minha certeza de mais nada...

A luz pede passagem a bruma do negro amanhecer não esperado!

A luz resiste aos sintomas das epidêmicas tragédias mundiais!


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