Pular para o conteúdo principal

ELISÂNGELAS

Lindas e elisangelicais,

Elas descem pelo arco-íris

Com suas camisolas da cor da paixão!

Zanza num unicórnio alado e tatuado

E Lili com aquele saiote blue jeans

E espevitado!

As beldades olímpicas da mitologia de minha fantasia!

Lili, Vênus do Muriaé com o seu sotaque de noroeste do estado 

Que nos dá um pouco do sabor de Minas!

Fala a língua do meu amor em meus delírios secretos!

Zanza a mais olímpica e atlética das musas

Veste o 'seu' short da filha e vai correr 

À beira da fonte de Pirene e da juventude!

Não se conhecem, não se parecem... não têm nada a ver

Uma com a outra a não ser o nome, o borogodò e o meu fascínio!

Sei que não têm amor por mim, mas possuem o meu amor sem que saibam!

Anjos, fadas, musas, ninfas, ninfetas, mênades, 'salmacis', 'bacantes', brejeiras, serpentes, maçãs...!

São perfeitas por não descerem da quimera

Onde me mantenho sob seus lindos pés('com asinhas') e os pedestais que criei!


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

INVERNO DE '07'

E lá estava você... No lugarejo que então sempre esteve E até eu te perceber! - Poesia aos seus pés não se 'disteve'! Me movendo a escrever... O deslumbre que até hoje se manteve...! E insiste em me envolver! De 'mini' mesmo no inverno que teve! - 'Ave pernalta' tão linda de se vê! Meu amor não se conteve!

SONETO A RENATA DE MARECHAL...!

Desse bairro daqui, bem na adjacência... Mas que eu queria ter como vizinha! Daquelas que se encontra na cozinha, E uma troca de lâmpada é 'emergência'! A minha condução, a bike que eu tinha... Que era movida a 'gás' de adolescência Que tornava possível a frequência De vê-la 'despojada' como vinha! Próxima àquela base, e outro 'avião'... Parece até exagero desse bardo E mais um conhecido de seu irmão! O seu 'short de praia' e saia cargo... Letra de um rock 'n' roll na empolgação; À 'irmãzinha' mais velha do Ricardo!

ZANZA & BELERO

Lá no sub-bairro entre viela e varal, onde o céu tem mais fio que firmamento, há uma moça que sobe num vendaval todo fim de tarde, sem um lamento — Zanza, a dona de casa que voa no tempo. Belero a espera no terraço, rilhando o casco alado no azulejo gasto. É branco, reluzente, de prumo brando — pégaso vindo, talvez, de algum pasto entre Helicon e os quintais do Encantado. As comadres param o mexido na panela: — Vixi, lá vai ela de novo na asa! — Não é aquela a mulher do Protético, a bela? — Ele deixa, mas disse: “Não passa de casa…” Só que Zanza some no céu feito brasa. Prometeu voar só até a padaria, mas deu voltas ao mundo num trote leve: salta arco-íris, faz curva em nuvem fria, grita “Arroboboi!” pra Oxumarê, tão breve, e volta só depois que o sol já se atreve. Apolo, dizem, mandou-lhe bilhetinho — Hélio piscou da carruagem flamejante. Ela voa entre astros com jeitinho de quem pendura roupa e, num instante, vira dríade em amoreira ofegante. Talhada a malhação, como Salmacis formosa...