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OS MONGES DE SHANGRI-LA

A cobra rasteja sobre meu pecado

E a abelha pousa no botão de flor!

Seu jeito meigo me deixou cismado...!

E seus olhos grandes de tanto chorar!

Tomo café com a loirinha de Paris

E chá com os monges de Shangri-la

Vem ela, zeta, gama, beta...!

E eu com o meu beabá!

De nosso amor, o que restou...

Além da renda rasgada e o batom no blusão?!

Você, sua cara lavada de choro, emburrada 

E o leite no chão!

Pelo qual não choro mais e nem com a cobra rastejo!

Mas nas ‘viradas da lua’, sinto o perfume e o sabor de seu beijo!

E nem os monges de Shangri-la conseguem explicar o que foi

E o que é!

Aprendi a amar, aprendi a voar e a rastejar como ela quer!

E volto com ela entrelaçado, ‘zetagamabetizado’ em seu amor...

Banquei o zangão e com a abelha provei dessa flor!

Seu olho, seu choro, seu ‘meigo bizarro’...

Não consigo largar!

E dos cabelos de fogo e da boca salgada que querem me devorar!

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