Pular para o conteúdo principal

POMBOS EM PRAÇA DE GUERRA

Ó livres e felizes, contentes com suas migalhas,

pombos da rua!

Entre para os Correios sem depender de concurso 

Já que suas asas lhes permitem tudo,

E levem esses versos para quem nunca ouviu falar desse tal amor...

E vive numa ilha deserta de desejo, areia e sal

E sedentos do tempero que só uma outra boca pode lhes oferecer!

O zumbido daquele avião distante não é mais errante

Que o olhar de quem já se perdeu por alguém ou de alguém!

Vou pegar a pena do rabo desse pombo vagabundo

E usando o tinteiro da felicidade, escreverei o seu nome num poema

Que me vir a cabeça, partindo do coração e tatuando a história

Com o que coloriu a nossa!

O amor é sorte e milagre, é isso é aquilo, 'aquele', 'aquela', 

Aquilo... é do pombo, do condor... é de todos e 'de ninguém'...!

É livre!

Mas as praças são desses pombos até mesmo as de guerra

Quando um deles leva em seu bico a Santa Paz!

Ó livres e felizes pombos e pombas do Espírito Santo e pluma...

Me levem a acreditar que na 'rapina' da felicidade, 

Meu coração é uma presa fácil!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

INVERNO DE '07'

E lá estava você... No lugarejo que então sempre esteve E até eu te perceber! - Poesia aos seus pés não se 'disteve'! Me movendo a escrever... O deslumbre que até hoje se manteve...! E insiste em me envolver! De 'mini' mesmo no inverno que teve! - 'Ave pernalta' tão linda de se vê! Meu amor não se conteve!

'FLERTE ALGORÍTMICO'

Vi tua vida em janelas quadradas, algoritmo gentil me trouxe você — como quem assopra cartas embaralhadas e entrega o naipe que não se pode prever. Não te conhecia, mas clicava em tua alma. Teu riso num parque, teus pais no Natal, teu corpo em ginástica, teu dia banal... E eu ali, pixel a pixel, invisível e presente — como espírito da máquina, fantasma obediente. Puxava assunto, às vezes bobo, às vezes doce, querendo só ficar perto. Tive a ousadia de sugerir um post: "Você nesse vestidinho... tomando um milk shake — com um céu lilás por perto..." E tu sorriste, mulher de fibra e filtro, disseste "quem sabe", como quem dança no abismo. Me empolguei: e se um dia...? E se o algoritmo fosse cupido, e os dados virassem destino? Mas então... tua timeline silenciou. Não houve briga, nem adeus, só o sumiço — e aquele perfil estático como mausoléu. Fiquei olhando dias, como quem assiste ao fim de um seriado sem saber se era ficção ou realidade. Hoje, aprendi: que o feed é um...

SONETO A RENATA DE MARECHAL...!

Desse bairro daqui, bem na adjacência... Mas que eu queria ter como vizinha! Daquelas que se encontra na cozinha, E uma troca de lâmpada é 'emergência'! A minha condução, a bike que eu tinha... Que era movida a 'gás' de adolescência Que tornava possível a frequência De vê-la 'despojada' como vinha! Próxima àquela base, e outro 'avião'... Parece até exagero desse bardo E mais um conhecido de seu irmão! O seu 'short de praia' e saia cargo... Letra de um rock 'n' roll na empolgação; À 'irmãzinha' mais velha do Ricardo!