Pular para o conteúdo principal

A PÉGASO FÊMEA

No mundo encantado da poesia

Em pastos férteis de imaginação,

Alada e ao lado de um hipocampo!

Encontrei aquela filhote de pégaso,

Uma pônei tão meiga e dadivosa

Que resolvi batizá-la de 'Zanza'!

Ela era uma pégaso, dos equinos

Mas 'ronronava', tinha uma voz mansa

E já voava ou, em seu caso, 'zanzava'!

E com água de Pirene, cresceu!

Como também crescem todos os sonhos

E que também possuem, e nos dão asas!

A pégaso Zanza e eu 'Belerofonte'...

Voando até o Olimpo e além do horizonte!

Tão meiga e dócil como um unicórnio...

Selvagem, brejeira, ninfa bacante!

'Era a Zanza de há tantos anos luz'...

E que deu a luz a um lindo 'Alfa-Centauro'

Num flash ou Big Bang dos sonhos!

Mitológica como essa paixão...

'Platônica', fantasiosa e linda!

Cuidei e 'reguei' com água daquela fonte...

Até 'esse Ícaro' cair na real

E deixá-la ir voando para o sol!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

INVERNO DE '07'

E lá estava você... No lugarejo que então sempre esteve E até eu te perceber! - Poesia aos seus pés não se 'disteve'! Me movendo a escrever... O deslumbre que até hoje se manteve...! E insiste em me envolver! De 'mini' mesmo no inverno que teve! - 'Ave pernalta' tão linda de se vê! Meu amor não se conteve!

SONETO A RENATA DE MARECHAL...!

Desse bairro daqui, bem na adjacência... Mas que eu queria ter como vizinha! Daquelas que se encontra na cozinha, E uma troca de lâmpada é 'emergência'! A minha condução, a bike que eu tinha... Que era movida a 'gás' de adolescência Que tornava possível a frequência De vê-la 'despojada' como vinha! Próxima àquela base, e outro 'avião'... Parece até exagero desse bardo E mais um conhecido de seu irmão! O seu 'short de praia' e saia cargo... Letra de um rock 'n' roll na empolgação; À 'irmãzinha' mais velha do Ricardo!

ZANZA & BELERO

Lá no sub-bairro entre viela e varal, onde o céu tem mais fio que firmamento, há uma moça que sobe num vendaval todo fim de tarde, sem um lamento — Zanza, a dona de casa que voa no tempo. Belero a espera no terraço, rilhando o casco alado no azulejo gasto. É branco, reluzente, de prumo brando — pégaso vindo, talvez, de algum pasto entre Helicon e os quintais do Encantado. As comadres param o mexido na panela: — Vixi, lá vai ela de novo na asa! — Não é aquela a mulher do Protético, a bela? — Ele deixa, mas disse: “Não passa de casa…” Só que Zanza some no céu feito brasa. Prometeu voar só até a padaria, mas deu voltas ao mundo num trote leve: salta arco-íris, faz curva em nuvem fria, grita “Arroboboi!” pra Oxumarê, tão breve, e volta só depois que o sol já se atreve. Apolo, dizem, mandou-lhe bilhetinho — Hélio piscou da carruagem flamejante. Ela voa entre astros com jeitinho de quem pendura roupa e, num instante, vira dríade em amoreira ofegante. Talhada a malhação, como Salmacis formosa...