Pular para o conteúdo principal

BIANCA DO CARANGOLA

Meu primo me empresta a Bianca...!

Para eu fazer poesia...

Juro que a devolvo inteirinha, intacta e até 'virgem santa'

Como qualquer musa que se preze!

Me empresta... para que eu possa ver qual é o borogodó

Que essa especiaria puri, interiorana ou 'tâmil' tem!

Me deixe fazer com ela um cruzeiro pelo rio Carangola, Muriaé, Pomba e Paraíba do Sul...!

Ou passear num desses ônibus da Santa Lúcia(em pé), mas como um bom cavalheiro

A deixando seguir na minha frente!

Me empresta aquele sinal... aquela moreninha linda do meu bem-querer...

Aquele xedô, bosorrantõ, carangolê!

Queria levá-la para ver os Jardins Suspensos, as munhas de Abu Beker, o Cristo daqui, 

Outras maravilhas desse mundão véio...

Minha fazenda em Utopia com uma criação de mafagafos e minha Praia Secreta!

Deixe-a conhecer o Ri... minha terra que também tem bananeiras

E esses patos andando pra lá e pra cá!

Vou enrolá-la num calhamaço e guardar... ou levá-la para um sarau e recitar...!

Quero levá-la para uma célula da Church of Bootyism ou pra festa do Seu Èsù Carangola!

Me empreste essa Bianca para eu conhecer melhor... a nossa Natividade,

Para eu pegar o molde e fazer(na sua frente) uma pra mim!

Para eu fazer um xãngüe^^, what the horse didn't make with the mare, para fazer um queijo Minas ou 'Noroeste do Rio'... 

Pra nóis terme, eu rabarne, canibalizar, fazer uma moqueca com aquela carne ou qualquer prato típico da Fazenda Serraria!

Me empresta para eu levá-la ao Angu do Kuka, a um cinema e depois para aquele bar do filme 'Acusados'!

Para eu fazer amor... como a gente 'já faz', nos beijando, abraçando e apertando(as mãos)

Respeitosamente ao nos cumprimentar!

Para que eu a matricule no Carmela só pro papai zangado vê-la e tê-la naquele uniforme e pendor...! 

Me empresta com aquele vestidinho verde que ela usava quando a conheci...

Me doe alguma peça que ela não queira mais quando eu for aí!

Peguei a Bianca... emprestada para me inspirar um pouco e te devolvê-la com esses versos!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

AMOR & POESIA

Vou tentar escrever um poema que não fale de beijo,  De carinho, de flor ou de espinho! Um poema que seja um ‘emaranhado de palavras’,  Mas que não toque nenhum coração! Amor sem poesia... Poderia viver um sem o outro?! Poesia sem amor... E que graça teria isso?! Não posso deixar de falar de amor  Por mais que pareça repetitivo, cliché, 'batido' e cansativo! Se é amor, tudo é válido...! Tudo faz sentido! Olhai os lírios no campo, as aves que gorjeiam, as nuvens que passam ou passeiam,  As ondas ou 'vagas' que vagueiam, a garota de Ipanema e outras praias, as da favela, As lindas professorinhas rodrigueanas, 'gonçalvianas,'  Aquelas ‘botero-balzaquianas’, ‘sudanesas’ e sozinhas num ponto de ônibus desse mundo...  O Deus desse mesmo mundo, o próprio mundo vasto de Raimundos... E o amor como a sua solução! A poesia sem amor não teria uma rima pra flor! Não teria tanta beleza e não haveria inspiração, pois com amor o ‘feio é belo’, O cho...

INVERNO DE '07'

E lá estava você... No lugarejo que então sempre esteve E até eu te perceber! - Poesia aos seus pés não se 'disteve'! Me movendo a escrever... O deslumbre que até hoje se manteve...! E insiste em me envolver! De 'mini' mesmo no inverno que teve! - 'Ave pernalta' tão linda de se vê! Meu amor não se conteve!

LILI

'Sob um céu que se curva ao pasto molhado, lá estava Lili, Elisângela Aparecida, a prima postiça de riso dourado, de estada incerta, viagem curtida'. Cruzava a cidade do interior,  tão distante,por trilhos reativados de 'Ritiro'  ao chão,sonhando em pedras,  no leito errantedo Caminho da Pedra Preta, ilusão. Com traços de gueixa e origem africana, ela dançava entre barrancos ribeirinhos, nas margens do rio amarelo insana, num amor platônico de desalinhos. Um dia, sob um arco-íris tristonho, me vi no delírio de um pasto vazio. Ali, num sonho, no tempo bisonho, Lili surgiu, amor sem estio. Microssaia blue jeans, mini jeans justa, coxas à mostra, feitiço e furor. E sem perceber, num descuido à custa, a calcinha ao alcance, oferta do amor. Mas eu, Rei de Sião, de alma selada, seguia distante, na minha indiferença. Entre garças em bando, na terra lavada, fugindo ao seu trem doido de crença. Na casa dos meus tios, ela rondava, viola caipira tangia no fundo, o rock rural na sa...