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O ENCONTRO DE PLANETAS

Revelações crustáceo servido

Também jantou em companhia dos pais

Beijo e tal no escritório

Possessiva das muitas atitudes

Dois maridos imaginação e idealismo, dramática

Passatempos, a palavra de ordem na Grécia

O projeto ambiental, seu intelecto

Algemas com o sol e Saturno

As barras de ouro

Lá vem a noiva Madonna

Na noite de idealismo dos planetas

O encontro de planetas, cerimõnia religiosa a obriga

Aproveite a objetividade

Aproveite a boa energia

Soluções, uma segunda-feira antes de ir embora numa explosão

A engraxar seus sapatos

A Favorita

Coisas lindas, pés e paixão, Grécia, outras pessoas

Do roubo significado na sua vida

E comprou um terno azul marinho

Bossa, o diabo, a lua vai

A energia do céu pode para a Rainha

Sua intimidade, um dia de espantos contra a paixão

Com seu robô teve um romance

Felizes da vida

Virgem, a Rainha fantasias mais

Torto sem sutiã, violência, mutantes.

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INVERNO DE '07'

E lá estava você... No lugarejo que então sempre esteve E até eu te perceber! - Poesia aos seus pés não se 'disteve'! Me movendo a escrever... O deslumbre que até hoje se manteve...! E insiste em me envolver! De 'mini' mesmo no inverno que teve! - 'Ave pernalta' tão linda de se vê! Meu amor não se conteve!

SONETO A RENATA DE MARECHAL...!

Desse bairro daqui, bem na adjacência... Mas que eu queria ter como vizinha! Daquelas que se encontra na cozinha, E uma troca de lâmpada é 'emergência'! A minha condução, a bike que eu tinha... Que era movida a 'gás' de adolescência Que tornava possível a frequência De vê-la 'despojada' como vinha! Próxima àquela base, e outro 'avião'... Parece até exagero desse bardo E mais um conhecido de seu irmão! O seu 'short de praia' e saia cargo... Letra de um rock 'n' roll na empolgação; À 'irmãzinha' mais velha do Ricardo!

ZANZA & BELERO

Lá no sub-bairro entre viela e varal, onde o céu tem mais fio que firmamento, há uma moça que sobe num vendaval todo fim de tarde, sem um lamento — Zanza, a dona de casa que voa no tempo. Belero a espera no terraço, rilhando o casco alado no azulejo gasto. É branco, reluzente, de prumo brando — pégaso vindo, talvez, de algum pasto entre Helicon e os quintais do Encantado. As comadres param o mexido na panela: — Vixi, lá vai ela de novo na asa! — Não é aquela a mulher do Protético, a bela? — Ele deixa, mas disse: “Não passa de casa…” Só que Zanza some no céu feito brasa. Prometeu voar só até a padaria, mas deu voltas ao mundo num trote leve: salta arco-íris, faz curva em nuvem fria, grita “Arroboboi!” pra Oxumarê, tão breve, e volta só depois que o sol já se atreve. Apolo, dizem, mandou-lhe bilhetinho — Hélio piscou da carruagem flamejante. Ela voa entre astros com jeitinho de quem pendura roupa e, num instante, vira dríade em amoreira ofegante. Talhada a malhação, como Salmacis formosa...