Pular para o conteúdo principal

EM LOUVOR DO VESTIDINHO SOLTO


Ela está de vestido rodadinho...!

E eu tão alegre como aquelas estampas!

Essas mulheres tão maravilhosas

E seus vestidinhos esvoaçantes!

Ela veio de vestido soltinho...

E fez subir o calor da paixão!

Quid mulieris... ou melhor:'Quid Vestis'?!

É da Marylin parando um metrô...

De mera passante na passarela!

Num vestido que ela não veste, 'investe'!

Vestidinho que ela não usa, e sim 'ousa'!

Rodadinho, soltinho, livre e leve!

Na chuva ou na 'Fazenda Serraria'!

Pesque e pague, vem e passa pro mar!

Que não tem fundilhos e 'nem calcinha'!

Balzaquiano, infantil, leviano...

Nada inanimado ou 'parnasiano'!

De Sandra Reis para ir para o seu culto...

De Helane pro bar The Mill depois da aula!

Da dinda do Fabiano na festa...

E até da minha mãe na foto antiga!

De debutante, casada ou da amante!

Ela se vai de vestido soltinho...

Mas depois ela volta e logo se despe!

Ela quer ir com esse vestidinho

Podendo escolher qualquer outra veste!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

SONETO A RENATA DE MARECHAL...!

Desse bairro daqui, bem na adjacência... Mas que eu queria ter como vizinha! Daquelas que se encontra na cozinha, E uma troca de lâmpada é 'emergência'! A minha condução, a bike que eu tinha... Que era movida a 'gás' de adolescência Que tornava possível a frequência De vê-la 'despojada' como vinha! Próxima àquela base, e outro 'avião'... Parece até exagero desse bardo E mais um conhecido de seu irmão! O seu 'short de praia' e saia cargo... Letra de um rock 'n' roll na empolgação; À 'irmãzinha' mais velha do Ricardo!

INVERNO DE '07'

E lá estava você... No lugarejo que então sempre esteve E até eu te perceber! - Poesia aos seus pés não se 'disteve'! Me movendo a escrever... O deslumbre que até hoje se manteve...! E insiste em me envolver! De 'mini' mesmo no inverno que teve! - 'Ave pernalta' tão linda de se vê! Meu amor não se conteve!

ZANZA & BELERO

Lá no sub-bairro entre viela e varal, onde o céu tem mais fio que firmamento, há uma moça que sobe num vendaval todo fim de tarde, sem um lamento — Zanza, a dona de casa que voa no tempo. Belero a espera no terraço, rilhando o casco alado no azulejo gasto. É branco, reluzente, de prumo brando — pégaso vindo, talvez, de algum pasto entre Helicon e os quintais do Encantado. As comadres param o mexido na panela: — Vixi, lá vai ela de novo na asa! — Não é aquela a mulher do Protético, a bela? — Ele deixa, mas disse: “Não passa de casa…” Só que Zanza some no céu feito brasa. Prometeu voar só até a padaria, mas deu voltas ao mundo num trote leve: salta arco-íris, faz curva em nuvem fria, grita “Arroboboi!” pra Oxumarê, tão breve, e volta só depois que o sol já se atreve. Apolo, dizem, mandou-lhe bilhetinho — Hélio piscou da carruagem flamejante. Ela voa entre astros com jeitinho de quem pendura roupa e, num instante, vira dríade em amoreira ofegante. Talhada a malhação, como Salmacis formosa...