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JARDIM FECHADO

Sábia flor... 

Nasce e se torna alguém na forma de odor... olor! 

E as fontes sob metálicas pontes com peixes aquário e gêmeos... ascendentes nucleares milenares de estrelas que jazem! 

E não estão aí... mas deixam esse recado em versos! 

Mais um X da questão, um alvo perfeito, a seta que a certa a minha mão calejada de carregar o mundo não sendo Atlas... Sisifo 

Ou aquele besouro chamado Raimundo fazendo o que pode empurrando aquele monturo em algum deserto de João e seus grilos! 

É a mão que uso pra escrever, mas ainda não é aquela mão lá de idos ou também nos cafundós suspensos de Belssazar e aquele banquete! 

Não a mão de Deus que pesa... como pesa... se Deus é amor?! 

Agora estou num mirante que só dá lá pra fora... e vejo o que quero o que escrevo com essa mão! 

A batida que vem dum samba, eletrônicas músicas samba rumba chha ch cha sei lá! Músicas 'concrete' feitas por outras mãos! 

Tá tudo amplificado e complicado para a minha loucura perfeita.. ai minha mão...! 

'Quiromaníaco'... Agora escrevo uma carta pro amanhã! Guardo no peito pra abrir depois a correspondência alheia já que estou farto de mim 

Não sendo mais assim nesse mesmo amanhã a espera da minha carta! 

A fonte Belerofonte... bebo a água e depois 'deságuo' em algum peito amigo ou amor! 

Mais uma manhã de estrela sábia... sábia flor e um Egito a la la ô! 

Se junta a esse carnaval que não acaba minha mão não dói mais... pois escrevi certo sem ser Deus... este sim o dono de toda a razão... 

Ai da pobre cristão, pregue no seu deserto de muitos que te aceitam sem saber quem é você...! 

O dono da razão quer ela de volta! 

Sábia flor, esses espinho... tá perfeito tá com nuvens palpáveis... sábia flor que não se cala, despetala um véu noiva e flor arremessadas 

Pobre buquê... sábia flor que se abre em lotos, tô lindo diante de tanto jardim... construí um canteiro cheio de jasmim e sábia flor... 

O amor é meu e de quem vier... flor e coração ambos abertos, com a fonte engoli um comprimido pra melhorar sem dor... 

Minha mão agora escreve sem meu comando e parece mais feliz! 

Ó estrelas... ó céus! Tô rindo aqui, quero mais risos pela manhã!

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