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A ORIGEM DA POESIA

No princípio é só um papel em branco!

Até seu espírito criativo ganhar letras, ritmo ou formas...

Na forma de versos, partindo do canto da folha até o seu 'verso'

E assim ganhar todo o universo com o seu canto!

Poesia que já vem de antes da escrita ou até da fala;

Se manifestando na forma de sonho ou gestos que demonstram se estar apaixonado!

P de parangolê, O do borogodó, E de Elisângelas, S de sonhar 

I de inspiração e A de alegria!

Vem daqui(do peito), dali, daí... sua origem pode está em todo lugar!

Por Bardus Poéticus, é a filha mais sapeca da invenção,

Madrinha em forma de necessidade para o mundo...

E a própria criação!

Vem da pedra lascada, rúnica, filosofal... 

De pergaminhos antigos e perdidos do Egito, da Grécia Antiga(onde nem tudo era poesia, mas tudo era escrito em verso), 

Da Roma Pagã...

Ou de andar também perdida por esses caminhos até encontrar

Alguma cabeça vazia para também povoar na forma de ideia!

De versos sem pé nem cabeça, medida, rasurados e tão lindos... a minha cara!

Vem do que se vive, se quer, quer viver, deixar viver, do que se deixou de viver, 

De quem já deixou essa vida, e até de um luto!

Da alegria de viver, da sabedoria do sofrer... dum sofisma, dum discurso empolado ou 'empolgado'

Ou de um ensurdecedor silêncio absoluto!

Sua origem nos remete a nossa própria história e outras que se possa contar!

Uma epopeia, epístola, Ilíada, Odisseia... lenda, parlenda, do Monte Olimpo, Parnaso...

Ou do Monte de Vênus sob os joviais e soltinhos parangolês da Dona Nilcea!

De um Big Bang dessas estrelas ofuscadas e mortas por nossa radiação, e de outras que esperam a sua vez de brilhar!

Ela vem de um lugar ao sol... de onde parte o arco-íris sobre o terraço ou 'torre' de Zanza

Que partirá dali com o seu unicórnio tatuado!

Da fonte de Pirene, de inspiração, de mares nunca e sempre necessitados de serem navegados ou da nascente do Muriaé!

Do final desse arco-íris com um baú de rimas ricas, pobres, preciosas e com pés de 'pirata iâmbico'!!

Vem de algum patriarca... do mesmo tecido das saias de normalista, de outros sonhos, picardias estudantis, patriarcais e dourados!

Ela veio junto com aquelas minhas paixões de infância que hoje já estariam na maturidade,

E que o meu grande amor espera que seus alvos estejam vivos, sãs, salvos e bem, apesar de não ser comigo!

Dos caracóis de Adélia, seu amor e namoro que 'peguei emprestado' sem que eu a pedisse...

De um ninho de mafagafos, garças do Muriaé, cavalos alados... das glândulas xedoríparas delas!

De um bunker construído sob uma dura realidade!

Vem do Alto... como uma Divina Inspiração!

Vem do amor, do clamor, do furor, do fervor, da paixão!

Do santo Èsù e do 'diabo cristão'!

Vem da alma, da mente e do coração!

De alguma ideia que alguém teve... do nada, de não sei onde, de algum lugar, e trazida até você!

De algum tempo ou momento bom... de um dia em que fez sol ou mesmo chuva!

Dos vedas indianos compatriotas ou 'patrícios' da saia da Dona Helane em suas aulas de língua portuguesa!

Das cinzas de Roma para Nero poder tocar, da queda de Ícaro para eu também querer fazer minha viagem solar!

Do Império dos Sentidos, de tempos remotos, idos, imaginados e da última Fronteira!

De um Reino bem distante.. vem do ar, dum mar de rosas, Pasárgada, Utopia ou Shangri-la!

De algum hemisfério cerebral, da efervescência ou 'combustão' hormonal!

Que também vem da água pra depois virar pó!

Poesia... que quando cheguei já estava aí!

Que já me acompanha desde de lá da primeira infância, primeiros rabiscos e do primeiro de meus tantos amores!

Vasta sabedoria e cultura inútil presente em todas as culturas e que se faz presente até fora de sua literatura!

A poesia vem de alguma gaveta anônima, é de origem desconhecida, mas muitos já consagrou, imortalizou...

E se faz presente quando vem uma inspiração não se sabe de onde e sem saber o porquê até pegar papel e caneta!

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