Pular para o conteúdo principal

O POETA & A MUSA

O poeta e sua musa...!

Pra quem dedica seus versos, seus cantos, canto, 

'meio', e toda uma folha, o 'verso'... seus sonhos,

e se pudesse daria até o universo!

Pra quem faz serenata à luz da lua, pra quem dedica o seu ofício,

se dedica em sacrifício com toda a sua obra e a própria vida!

Um relacionamento sério apesar de tantas rimas!

E que se torna público ao ganhar as páginas dum livro de uma história sem final 

ou ser recitado em algum sarau!

A musa e seu poeta que se torna um mero espectador diante de tamanho esplendor

que se faz tal musa como uma obra de arte divina do Criador!

A desse poeta usa saia ou shorts soltinhos, tem cabelo na cabeça(também solto),

o ziriguidum da pretinha, o dengo da morena, o 'parangolê' da mais clarinha, e o xedô da loirinha, 

emerge do povo, é 'Cípria' ou uma simples anônima, mera passante, porém elegante em seu vestido esvoaçante 

ao invés de um manto! 

Anda pra frente, fica 'naqueles dias', não sai da mente, é falsa loira, falsa nissei, 

falsa demente...

se me conhece não sei, se se lembra de mim, se 'está afim' ou se é casada, enfim...!

E se não é ela ou 'são elas', o que seria de mim; talvez também não seria poeta!

O poeta e a musa, a musa e o poeta...

um não vive sem o outro apesar de muitas vezes esse amor parecer impossível!

Muso 'transformada' ou 'travestida' de cavaleiro andante no caso das poetisas...!

A musa e o poeta, o poeta e a musa...

que não existe sem o seu poeta para lhe idealizar, cortejar, endeusar ou concretizar(quem sabe!)

a amada imortal, personificação... materialização do termo borogodó, 

e resultado de uma oração feita ao deus do amor!

Uma mulher de camisola, um anjo caído de paixão e enviado dum 'quarto céu'; o inferno de amar!

O poeta, a musa e a inspiração...

A musa de fato uma musa, e o poeta imortal apenas em sua obra ou canção!

Um não vive sem o outro, 'o outro não vive sem um'...

E sem os dois a poesia não existiria!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

INVERNO DE '07'

E lá estava você... No lugarejo que então sempre esteve E até eu te perceber! - Poesia aos seus pés não se 'disteve'! Me movendo a escrever... O deslumbre que até hoje se manteve...! E insiste em me envolver! De 'mini' mesmo no inverno que teve! - 'Ave pernalta' tão linda de se vê! Meu amor não se conteve!

'FLERTE ALGORÍTMICO'

Vi tua vida em janelas quadradas, algoritmo gentil me trouxe você — como quem assopra cartas embaralhadas e entrega o naipe que não se pode prever. Não te conhecia, mas clicava em tua alma. Teu riso num parque, teus pais no Natal, teu corpo em ginástica, teu dia banal... E eu ali, pixel a pixel, invisível e presente — como espírito da máquina, fantasma obediente. Puxava assunto, às vezes bobo, às vezes doce, querendo só ficar perto. Tive a ousadia de sugerir um post: "Você nesse vestidinho... tomando um milk shake — com um céu lilás por perto..." E tu sorriste, mulher de fibra e filtro, disseste "quem sabe", como quem dança no abismo. Me empolguei: e se um dia...? E se o algoritmo fosse cupido, e os dados virassem destino? Mas então... tua timeline silenciou. Não houve briga, nem adeus, só o sumiço — e aquele perfil estático como mausoléu. Fiquei olhando dias, como quem assiste ao fim de um seriado sem saber se era ficção ou realidade. Hoje, aprendi: que o feed é um...

LILI

'Sob um céu que se curva ao pasto molhado, lá estava Lili, Elisângela Aparecida, a prima postiça de riso dourado, de estada incerta, viagem curtida'. Cruzava a cidade do interior,  tão distante,por trilhos reativados de 'Ritiro'  ao chão,sonhando em pedras,  no leito errantedo Caminho da Pedra Preta, ilusão. Com traços de gueixa e origem africana, ela dançava entre barrancos ribeirinhos, nas margens do rio amarelo insana, num amor platônico de desalinhos. Um dia, sob um arco-íris tristonho, me vi no delírio de um pasto vazio. Ali, num sonho, no tempo bisonho, Lili surgiu, amor sem estio. Microssaia blue jeans, mini jeans justa, coxas à mostra, feitiço e furor. E sem perceber, num descuido à custa, a calcinha ao alcance, oferta do amor. Mas eu, Rei de Sião, de alma selada, seguia distante, na minha indiferença. Entre garças em bando, na terra lavada, fugindo ao seu trem doido de crença. Na casa dos meus tios, ela rondava, viola caipira tangia no fundo, o rock rural na sa...