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A POESIA NA MINHA VIDA...

Que se faz presente na forma de verso ou prosa!

Que se mostra no 'bom' da própria vida ou a torna mais suportável reescrevendo-a

em fantasias ou na forma de um salmo, provérbio, sermão, filosofia ou só num desabafo!

Que já está aí desde que eu me entendo por gente ou que me chega de repente

na forma de uma inspiração e 'me fazendo entender como poeta'!

Foi a melhor coisa que me aconteceu mesmo quando se trata só de sonhos!

Do amanhecer ao entardecer, como foi para Bardus Poétikus, no ar que respiro onde com os meus versos livres 

construo meus castelos!

São esses prédios, palafitas, estradas de ferro, trilhos, trilhas, toda a fauna, flora, faunos, ninfas, 'ninfetas', 

balzaquianas, bacantes, todo o folclore e festejo pelos arraiais e outros carnavais!

Arte que se torna presente na forma ou 'nas formas' de uma musa 'canonizada em vida' e que mesmo não estando de seu lindo corpo presente

é vislumbrada em delírios, num sonho ou ao se idealizar!

A poesia na minha vida é um canto, encanto, são esses recantos mil e todo o espanto com suas belezas naturais!

'Tá na minha própria natureza', transformando, criando ou 'citando'!

É o que registro, publico e talvez seja o meu legado...

Cada letra formando uma palavra, frase; tão belas letras em palavras de amor, a Palavra do Senhor, frases feitas ou palavras ao vento!

E este nos 'caracóis de Adélia', linda górgona que me enfeitiçou, e um dos gigantes de Quixote ou Cervantes

que do meu caminho - te soprou -... desses cachinhos dourados, cabelinhos molhados, quilts ou tergais pregueados que tradicionalmente esvoaçam, 

pairam e baldeiam entre o seu pendor e a fantasia, seu azul e branco da preferência dos munchkins, 

rivalizando com as fadas pela estrada de tijolos amarelos a fora ou num ponto de ônibus bem sozinhas! 

Sobre o pégaso tatuado na espádua de Elisângela e minha linda mãe provando um daqueles seus shortinhos!

Numa quimera, utopia ou nesse chão duro dessa realidade!

Me descreve, transcreve, recita, excita, incita... fala por mim!

Num 'fogão amigo' onde abaixo o fogo da guerra com suas bombas com barulho de chaleira e nada inteligentes como essa porta!

Fica nas minhas gavetas e no guarda-roupa de Cassandra Reis, jovem senhôra com seus vestidos babydolls, minhas 'boas intenções infernais' 

e sua hipocrisia santa!

A poesia na minha vida é isso mesmo o que está lendo, vendo, pensando, 'existindo' ou possa ficar subentendido!

O que se confunde dentre certas falas, imagens, sentimentos, ideias e ideais!

Naquela nuvem que passa, naquele barquinho que vai, na tardinha que cai...

Num Cristo Redentor, 'onipresente' numa cidadezinha do interior, uai!

E nas borboletas do que fui!

No meu jardim fechado, de Epicuro ou num 'cercadinho infantopoético'!

Com meus amores impossíveis que possibilitam seus textos e que me faz sentir realizado!

Está com os desacreditados de onde vem a maioria das inacreditáveis e maiores façanhas!

A poesia na minha vida se faz necessária e me faz velejar sobre um oceano pacífico, mar-de-rosas,

caminhar por alguns desertos de minha Arábia Feliz levando a minha palavra, parangolés, grilos ou mafagafos!

Faz com que me apaixone todos os dias como se fossem os primeiros ou 'à primeira vista'!

Também me leva para o espaço onde de mãos dadas com um amor impossível damos voltas numa 'ciranda solar' sobre os anéis de Saturno 

formado por gelo ao invés de vidro, cascalhos(de tijolos amarelos) e alguns fragmentos de outras relações, histórias e castelos!

No borogodó-parangolé... no desejo, fruto proibido e bendito, feito à imagem e 'pela imagem da mulher'! 

A poesia na minha vida é a própria vida, uma obra divina, o milagre da imortalidade em seu legado, é tudo, e o nada de seu cotidiano complexo 

que redijo vivendo, observando, sonhando, gozando, sofrendo... andando, cagando, seguindo a canção, fugindo à regra, 'à escansão', rasurando, aprendendo(ou não), 

citando, recitando, e cujo seu fôlego de vida tá em cada suspiro de amor(quando se vive tal), quando vivo a me iludir ou até vir a cair de paixão!

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