Pular para o conteúdo principal

DE 'LICENÇA POÉTICA'!

Posso dizer que vivo da minha poesia...!

Que me sustenta com sua inspiração

que se faz no ar com um suspiro e é o 'próprio ar' que eu respiro!

Que me faz feliz, voar e me dá uma direção!

Vivo de poesia como os que dizem viver só de amor...

pelo amor, por um amor e para o amor!

Um trabalho que faço com esse mesmo amor

mesmo que 'pela dor' na forma de um desabafo!

Um trabalho que realizo imaginando, com o uso de um computador, só um pedaço de papel, 

ou com palavras ao vento e recitadas ao léu... 

trabalho como outro qualquer, que faço ao tirar 'licença poética', 

que me enriquece com 'rimas pobres' e preenche o tempo como se preenche um papel de qualquer formulário!

Um trabalho realizado nas folgas e férias dessa realidade... 

entre deusas e bofetões, me deparando com dados e coronéis, e é onde nesse tempo vago e 'espaço' entre as estrofes 

posso reencontrar coleguinhas 'pseudo-normalistas' que num pátio da lembrança ainda 'pulam elástico' com seus 'parangolés em tergal'!

Onde a razão entra em greve para a emoção poder 'extravasar'!

'Nefelibata' com muito orgulho...!

No curriculum, do latim da mesma palavra, vai de escriba de algum faraó a pregador de um deserto cujo o oásis surge num reconhecimento da obra!

Poesia com o seu poder libertador e que dizem ter sido inventada por um escravo da Grécia Antiga que levava o seu nome!

Mas que se trata de um trabalho justo com suas 'justiças poéticas' e para o qual sigo abordo daquele trem das quatro(quando se podia ouvir!), 

do Expresso de Retiro do Muriaé(desativado) e 'baldeando' com outras fantasias pego carona na barra de algum desses vestidos passantes, 

soltos, alheios, estampados, elegantes e alegremente estonteantes no balé de um espetáculo itinerante!

Com poesia também trabalho em casa e da janela vejo um mar 'sendo morador de um subúrbio', o horizonte

através de todas essas construções, ouço o canto dos pássaros misturado ao cantar de pneus, 

celeumas de multidões, o barulho de sirenes confundo com o canto das 'sereias', 

e também posso ver a lebre alegre saltando para além de um arco-íris! 

Esse céu de brigadeiro brigando ou com seus astros conspirando por nós...!

A misericórdia de Deus por mim, pelos que me rodeiam e odeiam!

Poesia não é trabalho é uma diversão que levo a sério!

Trabalho com poesia, caminho, vivo, durmo e quando acordo ainda pareço estar sonhando!

Poesia é meu trabalho, vida sendo a própria que se vive quando a vive e se mantém reavivado na alegria com o que se produz,

e eternizado com o que se registra!

Eu vivo dessa poesia e meu 'registro' também devia estar junto guardado em algum canto daquelas gavetas!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

INVERNO DE '07'

E lá estava você... No lugarejo que então sempre esteve E até eu te perceber! - Poesia aos seus pés não se 'disteve'! Me movendo a escrever... O deslumbre que até hoje se manteve...! E insiste em me envolver! De 'mini' mesmo no inverno que teve! - 'Ave pernalta' tão linda de se vê! Meu amor não se conteve!

'FLERTE ALGORÍTMICO'

Vi tua vida em janelas quadradas, algoritmo gentil me trouxe você — como quem assopra cartas embaralhadas e entrega o naipe que não se pode prever. Não te conhecia, mas clicava em tua alma. Teu riso num parque, teus pais no Natal, teu corpo em ginástica, teu dia banal... E eu ali, pixel a pixel, invisível e presente — como espírito da máquina, fantasma obediente. Puxava assunto, às vezes bobo, às vezes doce, querendo só ficar perto. Tive a ousadia de sugerir um post: "Você nesse vestidinho... tomando um milk shake — com um céu lilás por perto..." E tu sorriste, mulher de fibra e filtro, disseste "quem sabe", como quem dança no abismo. Me empolguei: e se um dia...? E se o algoritmo fosse cupido, e os dados virassem destino? Mas então... tua timeline silenciou. Não houve briga, nem adeus, só o sumiço — e aquele perfil estático como mausoléu. Fiquei olhando dias, como quem assiste ao fim de um seriado sem saber se era ficção ou realidade. Hoje, aprendi: que o feed é um...

SONETO A RENATA DE MARECHAL...!

Desse bairro daqui, bem na adjacência... Mas que eu queria ter como vizinha! Daquelas que se encontra na cozinha, E uma troca de lâmpada é 'emergência'! A minha condução, a bike que eu tinha... Que era movida a 'gás' de adolescência Que tornava possível a frequência De vê-la 'despojada' como vinha! Próxima àquela base, e outro 'avião'... Parece até exagero desse bardo E mais um conhecido de seu irmão! O seu 'short de praia' e saia cargo... Letra de um rock 'n' roll na empolgação; À 'irmãzinha' mais velha do Ricardo!