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CONFISSÕES DE UM 'NEFELIBATA'

Na qualidade de poeta me cabe escrever, sonhar, viver,

declamar, rabiscar, aprender, declarar, rasurar, amar, sofrer, emocionar, dizer, querer e quiçá conquistar!

Alguém nessa posição vê as coisas do alto...

pisando nuvens(com cuidado) como um bom 'nefelibata', os pássaros e os anjos!

Alguém assim nasce com o diferencial de saber usar o que a razão negligencia,

ler nas entrelinhas das coisas com o uso de subjetividade, reinventar a vida com criatividade,

nem sempre é douto e por isso brinca com as palavras que se joga no ar com suas tantas significações!

Não é melhor do que ninguém, mas lida com o extraordinário com simplicidade e a leveza da pluma angelical que usa pra escrever!

Não se explica e acha graça da complicação dessa vida que também acaba o inspirando!

Na qualidade de poeta posso ver beleza em qualquer coisa, mas sou suspeito para falar da 'qualidade' de meus escritos!

Vejo lírios no campo, a paz e o amor com homens de boa vontade à vontade e com seus 'brotos' de margaridas no cabelo!

'Brinco de Zeus' e me transformo num corcel negro e alado, tomo Zanza, seu sol tatuado, sua beleza que assusta e um esplendor que ofusca;

me torno o seu criado, fazemos poesia, e a devolvo ao seio ou 'peitoril' da sua família!

Nessa minha sina de poeta que assina a minha condenação a esse nosso 'caso de poesia' eterna'!

Nessas nuvens que calco e faço castelo nas proximidades ou 'perigeu' de um mundo da lua onde o dragão da minha fantasia cospe fogo de desejo, 

ao lado há uma 'escola de Platão' a qual frequento com outros delírios 'parafílicos' 

e por colegiais normais próximas de se formarem, e outras ninfas estudantes, saltitantes e 'saltadoras de elástico' em outros tempos vagos e nesse 'recreio' entre pensamentos!

Nefelibata, anjo torto ou só um poetinha 'aprendendo a sonetar'!

Venho com o 'defeito' de saber amar num mundo que quase não sabe mais o que é amor!

Com o fardo de muitas vezes ser incompreendido, ver meus textos não interpretados como o devido!

Ou nem mesmo serem lidos com a desculpa de 'não serem concisos'!

Um escritor que escreve para bons e maus entendedores!

Mas como poeta também sei o meu lugar como espectador desse espetáculo da vida que tento comentar, descrever e recitar em forma de versos!

O espetáculo do nascer e pôr do sol ou do brilho das estrelas numa noite de luar ou 'de 'neon', das flores que se abrem na primavera,

da leve chuva que cai branda até o trovão resolver bradar... o canto das sereias ou sirenes com os monges de Shangri-lá no ronco da motoca que vai lá!

O 'frufru' que façam os vestidos longos ou tão curtos que tanto curto das passantes pela calçada nesse espetáculo itinerante dessas 'lonas' ou 'parangolês' esvoaçantes!

Me sinto na obrigação de escandir ou 'escancarar' escrevendo o que deveras sinto mesmo sem um total compromisso com a razão me tratando de um 'fingidor'!

Na qualidade de ser poeta... um ser poeta!

Nomeado, aclamado, mas nem sempre reconhecido ou remunerado com seu trabalho que acaba quando não tem o que se falar e começa na procura por palavras que lhe faltam

diante do que possa o deslumbrar!

Falando bonito de coisas nem sempre tão belas... escrevendo seus garranchos sobre as belezas da vida, e certo ou de 'forma fixa' em qualquer pedaço de papel ou linhas tortas!

Nessa situação me vejo com o compromisso de transcrever ilusões e cantar a vida!

Uma 'condição terminal' num caso de paixão que me leve a morrer de amor! 

Um 'escrevedor' que só sabe escrever e escreve sem saber ou porquê...!

A condição de um escritor amador(porque ama escrever) e de um amante incondicional pelo que faz!

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