Pular para o conteúdo principal

LILI

De vez em quando eu vou escrever sobre você...!

Mas não me pergunte o porquê...

vou escrever mesmo que não venha ou queira saber!

Mesmo que nada entenda, compreenda ou 'capite' 

com algumas dessas tantas parabólicas espalhadas por aí!

E sobre você aí enquanto eu aqui escrevendo...

Você lá, eu cá ou aqui, você 'nem aí', e daí?!

Escrever sem ter um porquê, sem ter o que escrever...

'te escrever', descrever, sobre você, sobre mim, te tatuar, 

te tatear ou tentar 'te desenhar'!

Escrever por você ou 'por falta de um tema'!

E me perdoe a teima...!

Escrever por não saber como dizer, não ter ou saber

o que fazer para ter o seu amor!

Mas se a paixão te alcançar, não tema!

Escrever se aquele sonho tornar... 

tornar a 'acontecer' com todos os detalhes, todas as letras;

eu tornar a lembrar e ao despertar saber 'te transcrever'!

Tornando a mente se conectando a sua e 'nos tornando realidade'!

De vez em sempre eu vou escrever sobre você...

insistir, te cantar, lalá, 'Lili'!

Porque é o que faço de melhor ou o que me cabe ou compete como um escritor!

Escrever sobre alguém especial ou 'só sobre você'!

Escrever o que já pode está escrito, o que já falei, alguém falou, assim falava!

Escrever e te expressar essa minha solitária arte que publico!

Escrever sobre você aí, eu aqui e porque é só o que posso fazer!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

INVERNO DE '07'

E lá estava você... No lugarejo que então sempre esteve E até eu te perceber! - Poesia aos seus pés não se 'disteve'! Me movendo a escrever... O deslumbre que até hoje se manteve...! E insiste em me envolver! De 'mini' mesmo no inverno que teve! - 'Ave pernalta' tão linda de se vê! Meu amor não se conteve!

'FLERTE ALGORÍTMICO'

Vi tua vida em janelas quadradas, algoritmo gentil me trouxe você — como quem assopra cartas embaralhadas e entrega o naipe que não se pode prever. Não te conhecia, mas clicava em tua alma. Teu riso num parque, teus pais no Natal, teu corpo em ginástica, teu dia banal... E eu ali, pixel a pixel, invisível e presente — como espírito da máquina, fantasma obediente. Puxava assunto, às vezes bobo, às vezes doce, querendo só ficar perto. Tive a ousadia de sugerir um post: "Você nesse vestidinho... tomando um milk shake — com um céu lilás por perto..." E tu sorriste, mulher de fibra e filtro, disseste "quem sabe", como quem dança no abismo. Me empolguei: e se um dia...? E se o algoritmo fosse cupido, e os dados virassem destino? Mas então... tua timeline silenciou. Não houve briga, nem adeus, só o sumiço — e aquele perfil estático como mausoléu. Fiquei olhando dias, como quem assiste ao fim de um seriado sem saber se era ficção ou realidade. Hoje, aprendi: que o feed é um...

LILI

'Sob um céu que se curva ao pasto molhado, lá estava Lili, Elisângela Aparecida, a prima postiça de riso dourado, de estada incerta, viagem curtida'. Cruzava a cidade do interior,  tão distante,por trilhos reativados de 'Ritiro'  ao chão,sonhando em pedras,  no leito errantedo Caminho da Pedra Preta, ilusão. Com traços de gueixa e origem africana, ela dançava entre barrancos ribeirinhos, nas margens do rio amarelo insana, num amor platônico de desalinhos. Um dia, sob um arco-íris tristonho, me vi no delírio de um pasto vazio. Ali, num sonho, no tempo bisonho, Lili surgiu, amor sem estio. Microssaia blue jeans, mini jeans justa, coxas à mostra, feitiço e furor. E sem perceber, num descuido à custa, a calcinha ao alcance, oferta do amor. Mas eu, Rei de Sião, de alma selada, seguia distante, na minha indiferença. Entre garças em bando, na terra lavada, fugindo ao seu trem doido de crença. Na casa dos meus tios, ela rondava, viola caipira tangia no fundo, o rock rural na sa...