Pular para o conteúdo principal

POEMA À POESIA

Este poema eu dedico a poesia...!

A própria em verso ou prosa ou 'carne e osso' 

na linda figura de uma musa mor! 

Alguém que realmente me entende, chora e ri comigo

e até transforma meus lamentos em arte com suas belas letras!

Ó Poesia... o que seria de mim sem essa sua arte ou 'natureza' de criar ou realçar o que há de mais natural?!

Transformando todo esse som e fúria em canto com todo o seu encanto

e acalanto na leveza de seu colo do mesmo tecido de uma camisola elisangelical!

Poesia, gênero literário, substantivo feminino e pra todos os gostos, e com nome de mulher quando a uso para homenagear uma musa qualquer!

Com quem posso falar sobre o que sinto, minhas emoções,

de peito aberto ou 'destampando a caneta'!

Quem me ajudou a criar meus 'filhos perfeitos' com minha própria dinda na forma de sonetos que lhe fiz frutos de uma bendita inspiração!

Com quem ainda posso brincar, fazer de conta, acreditar, e voar

na garupa do pégaso de Zanza, uma das musas de um harém no imaginário, além e 'pra lá de Zanzibar'!

Com suas lindas formas fixas, espírito livre, como és, vier ou representa pra mim!

Ó Poesia... tu és e sempre serás...!

Verbo, carne, osso, letra e música!

Poesia pra quem dedico essa poesia...

Um metapoema cuja meta é a poesia,

cada verso desde o canto dessa folha até o seu 'verso'!

O amor que me ajuda a descrever nem sempre com o sucesso ainda que saia desse anonimato!

Obrigado pela inspiração tão necessária para se viver já que também compõe o 'conjunto da respiração'!

Me perdoe pelos garranchos para tratar de tão belas letras e palavras de amor...

obrigado pelos suspiros de paixão mesmo com tantos espinhos pelo seu caminho ou 'via-crúcis'!

Os gemidos de prazer e me perdoe por cada lágrima boba de desilusão!

Seus mares ainda mais azuis que 'dantes', serras, selvas, seus entes, suas nascentes, as aves pelos ares e até uma 'Natureza Morta'!

Obrigado por tudo, por ser tudo e nada, por existir, me fazer pensar, dar asas a imaginação

e a pluma para eu escrever!

Poesia que faz da vida um sonho, do viver, uma arte, da escrita um canto ou ofício

e de alguém que a escreve, um poeta!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

INVERNO DE '07'

E lá estava você... No lugarejo que então sempre esteve E até eu te perceber! - Poesia aos seus pés não se 'disteve'! Me movendo a escrever... O deslumbre que até hoje se manteve...! E insiste em me envolver! De 'mini' mesmo no inverno que teve! - 'Ave pernalta' tão linda de se vê! Meu amor não se conteve!

'FLERTE ALGORÍTMICO'

Vi tua vida em janelas quadradas, algoritmo gentil me trouxe você — como quem assopra cartas embaralhadas e entrega o naipe que não se pode prever. Não te conhecia, mas clicava em tua alma. Teu riso num parque, teus pais no Natal, teu corpo em ginástica, teu dia banal... E eu ali, pixel a pixel, invisível e presente — como espírito da máquina, fantasma obediente. Puxava assunto, às vezes bobo, às vezes doce, querendo só ficar perto. Tive a ousadia de sugerir um post: "Você nesse vestidinho... tomando um milk shake — com um céu lilás por perto..." E tu sorriste, mulher de fibra e filtro, disseste "quem sabe", como quem dança no abismo. Me empolguei: e se um dia...? E se o algoritmo fosse cupido, e os dados virassem destino? Mas então... tua timeline silenciou. Não houve briga, nem adeus, só o sumiço — e aquele perfil estático como mausoléu. Fiquei olhando dias, como quem assiste ao fim de um seriado sem saber se era ficção ou realidade. Hoje, aprendi: que o feed é um...

LILI

'Sob um céu que se curva ao pasto molhado, lá estava Lili, Elisângela Aparecida, a prima postiça de riso dourado, de estada incerta, viagem curtida'. Cruzava a cidade do interior,  tão distante,por trilhos reativados de 'Ritiro'  ao chão,sonhando em pedras,  no leito errantedo Caminho da Pedra Preta, ilusão. Com traços de gueixa e origem africana, ela dançava entre barrancos ribeirinhos, nas margens do rio amarelo insana, num amor platônico de desalinhos. Um dia, sob um arco-íris tristonho, me vi no delírio de um pasto vazio. Ali, num sonho, no tempo bisonho, Lili surgiu, amor sem estio. Microssaia blue jeans, mini jeans justa, coxas à mostra, feitiço e furor. E sem perceber, num descuido à custa, a calcinha ao alcance, oferta do amor. Mas eu, Rei de Sião, de alma selada, seguia distante, na minha indiferença. Entre garças em bando, na terra lavada, fugindo ao seu trem doido de crença. Na casa dos meus tios, ela rondava, viola caipira tangia no fundo, o rock rural na sa...