Pular para o conteúdo principal

PARA SER MUSA DESSE POETA

É só vir como estiver, tiver de vir,

ser do jeito que é ou que for...

Trazer aquele sorriso e me fazer sorrir!

Me inspirar, fazer suspirar e cantar em seu louvor...!

Ser alguém no mundo e pra mim todo especial!

Trajar um vestido, ''parangolê' ou manto de deusa, ter a beleza

e a camisola emprestada dos anjos...

mas nem precisa tanto já que o borogodó é o fundamental!

Não precisa nem me amar ou sequer saber do meu amor...

Fazer ideia, 'por merecer', me conhecer, reconhecer, 'se lembrar' ou mesmo querer...

não precisa nem querer saber desse amor!

Saber o que é poesia, se isso é poesia, canção, 'escansão', verso, melodia,

mas que fique 'toda prosa' com esse amor desmedido!

Saber o quadrado da 'tal' da hipotenusa, vir com aquela saia rodada combinando com a blusa...

mas que seja a pessoa ideal no meu ideal, certa, mesmo me deixando

fora do 'prumo', sem rumo, e sendo errada pra todo mundo,

mas preenchendo todos os requisitos que esse poeta e sua poesia segue exigindo!

Seja humilde, um 'pouco metida', comprometida, livre, desimpedida e que eu possa ter suspensa sobre um pedestal!

De carne, osso, 'mármore' ou 'pensamento'...!

De todos os 'ingredientes' ou nutrientes básicos e necessários para se sustentar uma paixão e suas chamas!

Não tem que seguir clichês, respeitar regra, forma fixa, estar 'em forma'

ou 'na idade', mas que respeitasse um pouco de tudo o que sinto!

Não precisa nem se mexer, falar ou 'existir', saber que eu existo, ou que insisto em te recitar, clamar, exclamar, cantar ou te 'musicar'!

Ó musa...!

Seja lá quem for, onde esteja, como e de onde, estiver ou quem, 'com quem estiver' ou tiver de ser, comigo estar e vir!

Quem serás...?! 

E que seja, que venha... ou que já esteja por aí e sem saber ou fingindo não saber de todo o seu poder lhe dado por mim e sobre mim!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

AMOR & POESIA

Vou tentar escrever um poema que não fale de beijo,  De carinho, de flor ou de espinho! Um poema que seja um ‘emaranhado de palavras’,  Mas que não toque nenhum coração! Amor sem poesia... Poderia viver um sem o outro?! Poesia sem amor... E que graça teria isso?! Não posso deixar de falar de amor  Por mais que pareça repetitivo, cliché, 'batido' e cansativo! Se é amor, tudo é válido...! Tudo faz sentido! Olhai os lírios no campo, as aves que gorjeiam, as nuvens que passam ou passeiam,  As ondas ou 'vagas' que vagueiam, a garota de Ipanema e outras praias, as da favela, As lindas professorinhas rodrigueanas, 'gonçalvianas,'  Aquelas ‘botero-balzaquianas’, ‘sudanesas’ e sozinhas num ponto de ônibus desse mundo...  O Deus desse mesmo mundo, o próprio mundo vasto de Raimundos... E o amor como a sua solução! A poesia sem amor não teria uma rima pra flor! Não teria tanta beleza e não haveria inspiração, pois com amor o ‘feio é belo’, O cho...

INVERNO DE '07'

E lá estava você... No lugarejo que então sempre esteve E até eu te perceber! - Poesia aos seus pés não se 'disteve'! Me movendo a escrever... O deslumbre que até hoje se manteve...! E insiste em me envolver! De 'mini' mesmo no inverno que teve! - 'Ave pernalta' tão linda de se vê! Meu amor não se conteve!

LILI

'Sob um céu que se curva ao pasto molhado, lá estava Lili, Elisângela Aparecida, a prima postiça de riso dourado, de estada incerta, viagem curtida'. Cruzava a cidade do interior,  tão distante,por trilhos reativados de 'Ritiro'  ao chão,sonhando em pedras,  no leito errantedo Caminho da Pedra Preta, ilusão. Com traços de gueixa e origem africana, ela dançava entre barrancos ribeirinhos, nas margens do rio amarelo insana, num amor platônico de desalinhos. Um dia, sob um arco-íris tristonho, me vi no delírio de um pasto vazio. Ali, num sonho, no tempo bisonho, Lili surgiu, amor sem estio. Microssaia blue jeans, mini jeans justa, coxas à mostra, feitiço e furor. E sem perceber, num descuido à custa, a calcinha ao alcance, oferta do amor. Mas eu, Rei de Sião, de alma selada, seguia distante, na minha indiferença. Entre garças em bando, na terra lavada, fugindo ao seu trem doido de crença. Na casa dos meus tios, ela rondava, viola caipira tangia no fundo, o rock rural na sa...