Pular para o conteúdo principal

O VESTIDO DE DEBUTANTE


O vestido de debutante reveste e enfeita
aquela menina que a partir de agora 
tem perfume de flor!
E quantos serão os seus namorados
ou só pretendentes...?!
Quantos serão os seus sorrisos
ou dilemas ainda adolescentes?!
Ela debuta, mas ainda é menina!
Tem escola amanhã, divide o quarto com a irmã,
adquiriu algumas formas, mas ainda é franzina!
E seu vestido debutante....
Roxo e elegante!
Faz com que ela se sinta uma rainha de contos de fada,
a princesa do papai, uma rosa a se abrir e acima de tudo,
uma mulher!
Todo um cerimonial, festim, valsa, 'funk' e ritual
para esse rito de passagem!
Vestido de debutante, invólucro, casulo, baile, príncipe,
boneca, bolo, refrigerante...
e o vestido feito sob a encomenda dos votos de felicidade!
Para a futura noiva, doutora, mulher de negócios, cantora, atriz
ou ‘fada de verdade’!
Um traje a rigor para uma ocasião tão especial!
Um vestido de boneca em alguém que começa a 'crescer'
e passará a conhecer a vida, e que mesmo antes de ser uma menina
já veio ao mundo como uma mulher!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

INVERNO DE '07'

E lá estava você... No lugarejo que então sempre esteve E até eu te perceber! - Poesia aos seus pés não se 'disteve'! Me movendo a escrever... O deslumbre que até hoje se manteve...! E insiste em me envolver! De 'mini' mesmo no inverno que teve! - 'Ave pernalta' tão linda de se vê! Meu amor não se conteve!

SONETO A RENATA DE MARECHAL...!

Desse bairro daqui, bem na adjacência... Mas que eu queria ter como vizinha! Daquelas que se encontra na cozinha, E uma troca de lâmpada é 'emergência'! A minha condução, a bike que eu tinha... Que era movida a 'gás' de adolescência Que tornava possível a frequência De vê-la 'despojada' como vinha! Próxima àquela base, e outro 'avião'... Parece até exagero desse bardo E mais um conhecido de seu irmão! O seu 'short de praia' e saia cargo... Letra de um rock 'n' roll na empolgação; À 'irmãzinha' mais velha do Ricardo!

ZANZA & BELERO

Lá no sub-bairro entre viela e varal, onde o céu tem mais fio que firmamento, há uma moça que sobe num vendaval todo fim de tarde, sem um lamento — Zanza, a dona de casa que voa no tempo. Belero a espera no terraço, rilhando o casco alado no azulejo gasto. É branco, reluzente, de prumo brando — pégaso vindo, talvez, de algum pasto entre Helicon e os quintais do Encantado. As comadres param o mexido na panela: — Vixi, lá vai ela de novo na asa! — Não é aquela a mulher do Protético, a bela? — Ele deixa, mas disse: “Não passa de casa…” Só que Zanza some no céu feito brasa. Prometeu voar só até a padaria, mas deu voltas ao mundo num trote leve: salta arco-íris, faz curva em nuvem fria, grita “Arroboboi!” pra Oxumarê, tão breve, e volta só depois que o sol já se atreve. Apolo, dizem, mandou-lhe bilhetinho — Hélio piscou da carruagem flamejante. Ela voa entre astros com jeitinho de quem pendura roupa e, num instante, vira dríade em amoreira ofegante. Talhada a malhação, como Salmacis formosa...