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PORQUÊ EU TANTO ESCREVO SOBRE O AMOR


Escrevo sobre o amor ansiando vivê-lo,
acreditando em sua existência e para registrar
que também o sinto!
Escrever sobre amor é como desenhar num papel uma flor!
Falar sobre amor como versar sem se preocupar com métrica,
limites, consequências, regras gramaticais ou sejam quais forem as regras!
Viver um grande amor é como voar sem sair do chão ou dos lençóis!
Morrer de amor ou por ele, é a melhor das formas de se morrer!
Abordar o amor como tema é uma grande responsabilidade,
por este ser uma dádiva ou um dos muitos atributos de Deus
e de outras divindades!
Um amor que é fácil de acontecer, mas difícil de se definir e esquecer!
Um sentimento ou mandamento que é dos maiores, mas que num só beijo
pode se resumir e cumprir!
Uso o amor como tema quando estou apaixonadamente inspirado,
muito feliz ou até infeliz, desiludido e desesperado!
Pensando em Adélia, na minha mãe, num amigo e num mundo
a cada dia mais carente desse tema!
 Escrevo com amor até quando 'não escrevo sobre o amor',
e me utilizo do mesmo para compor qualquer poema!
Quando escrevo uma carta, mando um recado, rabisco nossas iniciais
ou não escrevo e não penso, preferindo agir e tomar a melhor das atitudes!
Por não ter nada melhor sobre o que escrever, por ser bobo, por não saber odiar,
ser tolo por não saber mentir!
Escrevo sem saber ao certo sobre o que escrevo, escrevo sem saber escrever
por não saber essa ‘língua dos homens’ que já não fala tanto de amor!
É assim com quem escreve sobre o amor, movido por impulso ou forças misteriosas...!
Movido pela libido, por um olhar, um sorriso ou pelo bem-querer!
Na verdade, eu não sei porque escrevo sobre o amor...
só escrevo o que sinto e 'nem sinto', e assino embaixo!

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