Pular para o conteúdo principal

COM POESIA

Com poesia tudo é possível, tudo é lindo, tudo é romântico, 

Tudo é poético!

Com poesia eu posso encarar essa realidade e viver um 'sonho de verdade'...

Não imagino um mundo ou o 'meu mundo' sem poesia... 

E sem poesia 'eu nada imaginaria'!

É com poesia que se tem música e as musas que deram origem a tala palavra...!

A própria 'palavra', o verbo antes da carne, Deus, o homem, a mulher, o amor!

Sem poesia como falar do sol, do céu, do mar e do horizonte...?!

Do véu das cascatas, das aves que por todo lado gorjeiam ou mesmo do apito de um trem de ferro?!

É só com poesia que tenho Adélia em Pasárgada ou em Utopia e na cama que escolherei!

Que posso viajar entre o tempo e o espaço entre as estrofes à bordo de um disco voador!

Voltar a ser criança ou me ver num futuro... ser o Rei Davi ou Nabucodonosor!

O mundo sem poesia seria chato e até sem emoção!

Seria um mundo sem flores, sem alegria, micro-saias, biquínis, sereias, duendes e outras histórias e fantasias!

Com um toque de poesia tudo vira ouro, Midas...

A poesia com seus fenômenos 'patafísicos', contos de fadas, oríkìs de Exu, sátiros, ninfas 

E lindas normalistas com seus parangolês em tergal!

Sem poesia um discurso não teria eloquência ou 'nefelibatismo' e o que seria das cantigas de roda,

Do tatibitate, borogodó, parangolé, eureka, do ziriguidum e de todo o carnaval?!

Poesia dos barracos de açafrão ou de alvenaria lindamente sem reboco sob um azul cabralino

E 'pós-pós-modernista'!

É essa poesia que me faz sorrir, delirar e escrever...

Me dá o que fazer e no que acreditar!

'Oxalá, chegue o dia que a poesia decrete o fim do dinheiro'... assim falava Bretón!

Com poesia penso, logo existo... tudo se transforma!

Há mais mistérios entre a poesia e a Terra...

A poesia dá sentido a essa vida tão cheia de som e fúria!

Poesia, verso, prosa, trova, soneto, sonata, shorts da Renata... samba, rock ou serenata!

Nem só de poesia viverá o homem, mas o que será do amor sem ela?!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

INVERNO DE '07'

E lá estava você... No lugarejo que então sempre esteve E até eu te perceber! - Poesia aos seus pés não se 'disteve'! Me movendo a escrever... O deslumbre que até hoje se manteve...! E insiste em me envolver! De 'mini' mesmo no inverno que teve! - 'Ave pernalta' tão linda de se vê! Meu amor não se conteve!

SONETO A RENATA DE MARECHAL...!

Desse bairro daqui, bem na adjacência... Mas que eu queria ter como vizinha! Daquelas que se encontra na cozinha, E uma troca de lâmpada é 'emergência'! A minha condução, a bike que eu tinha... Que era movida a 'gás' de adolescência Que tornava possível a frequência De vê-la 'despojada' como vinha! Próxima àquela base, e outro 'avião'... Parece até exagero desse bardo E mais um conhecido de seu irmão! O seu 'short de praia' e saia cargo... Letra de um rock 'n' roll na empolgação; À 'irmãzinha' mais velha do Ricardo!

ZANZA & BELERO

Lá no sub-bairro entre viela e varal, onde o céu tem mais fio que firmamento, há uma moça que sobe num vendaval todo fim de tarde, sem um lamento — Zanza, a dona de casa que voa no tempo. Belero a espera no terraço, rilhando o casco alado no azulejo gasto. É branco, reluzente, de prumo brando — pégaso vindo, talvez, de algum pasto entre Helicon e os quintais do Encantado. As comadres param o mexido na panela: — Vixi, lá vai ela de novo na asa! — Não é aquela a mulher do Protético, a bela? — Ele deixa, mas disse: “Não passa de casa…” Só que Zanza some no céu feito brasa. Prometeu voar só até a padaria, mas deu voltas ao mundo num trote leve: salta arco-íris, faz curva em nuvem fria, grita “Arroboboi!” pra Oxumarê, tão breve, e volta só depois que o sol já se atreve. Apolo, dizem, mandou-lhe bilhetinho — Hélio piscou da carruagem flamejante. Ela voa entre astros com jeitinho de quem pendura roupa e, num instante, vira dríade em amoreira ofegante. Talhada a malhação, como Salmacis formosa...