Pular para o conteúdo principal

GIZ!

 



E só restaram fotos...

De tudo e ‘de nada’

Do que foi, do que não foi

E do que poderia ser e também não foi!

Fotos velhas e inválidas

Estampando e vegetando nos álbuns

E na parede desse meu quarto escuro!

Fotos em preto e branco, sorrisos amarelados

E de todas as cores!

Fotos coloridas de todos os tempos 

e amizades também coloridas hoje desbotadas!

E cada foto registrava um momento, um sonho

E cada foto é vestígio, um fragmento

Ou mesmo os destroços do castelo

De um reino que já existiu!

Fotos dela à beira daquela praia distante

Num lindo pareô!

Fotos minhas à beira da loucura,

Numa festa que me levaram à força!

E só restaram fotos...

Que posso rasgar com a maior facilidade

E assim esquecer!

Fotos da vida que morro com cada suspiro de recordação...

Só me restaram fotos e um registro de alegria e tristeza 

'Batidos' pelo meu coração!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

INVERNO DE '07'

E lá estava você... No lugarejo que então sempre esteve E até eu te perceber! - Poesia aos seus pés não se 'disteve'! Me movendo a escrever... O deslumbre que até hoje se manteve...! E insiste em me envolver! De 'mini' mesmo no inverno que teve! - 'Ave pernalta' tão linda de se vê! Meu amor não se conteve!

'FLERTE ALGORÍTMICO'

Vi tua vida em janelas quadradas, algoritmo gentil me trouxe você — como quem assopra cartas embaralhadas e entrega o naipe que não se pode prever. Não te conhecia, mas clicava em tua alma. Teu riso num parque, teus pais no Natal, teu corpo em ginástica, teu dia banal... E eu ali, pixel a pixel, invisível e presente — como espírito da máquina, fantasma obediente. Puxava assunto, às vezes bobo, às vezes doce, querendo só ficar perto. Tive a ousadia de sugerir um post: "Você nesse vestidinho... tomando um milk shake — com um céu lilás por perto..." E tu sorriste, mulher de fibra e filtro, disseste "quem sabe", como quem dança no abismo. Me empolguei: e se um dia...? E se o algoritmo fosse cupido, e os dados virassem destino? Mas então... tua timeline silenciou. Não houve briga, nem adeus, só o sumiço — e aquele perfil estático como mausoléu. Fiquei olhando dias, como quem assiste ao fim de um seriado sem saber se era ficção ou realidade. Hoje, aprendi: que o feed é um...

SONETO A RENATA DE MARECHAL...!

Desse bairro daqui, bem na adjacência... Mas que eu queria ter como vizinha! Daquelas que se encontra na cozinha, E uma troca de lâmpada é 'emergência'! A minha condução, a bike que eu tinha... Que era movida a 'gás' de adolescência Que tornava possível a frequência De vê-la 'despojada' como vinha! Próxima àquela base, e outro 'avião'... Parece até exagero desse bardo E mais um conhecido de seu irmão! O seu 'short de praia' e saia cargo... Letra de um rock 'n' roll na empolgação; À 'irmãzinha' mais velha do Ricardo!