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TAINÃ

 

Estou aqui à espera do que estar por vir

E chorando o que passou!

Estou aqui louco por um dejavú

E por aquela que já me amou!

A milhas de distância de qualquer lugar,

De qualquer olhar...

De seu cheiro e de sua mão!

Estou aqui na cidade dos loucos e dos selvagens de pedra

Com um cálice de razão!

Um cego transitando na treva de ideias...

Querendo a luz daqueles olhos e dos dias de nosso amor!

Um acorde triste e desafinado que desespera um cantador!

E é por amor que hoje sangro e pela moça que estou chorando

Com a linda rosa no cabelo!

Rosa essa que exala a esperança e tem pétalas de sonho

E seus espinhos pesadelo!

Eu só quero beber de um rio que nasça da fonte de desejos

E mata a sede de um novilho desgarrado que sou!

Sem a mão de sua pastora e o calor de seu rebanho!

Eu jogo fora o que restou, mas não perco o seu sabor!

Nem a milhas de distância ou em espaço sideral...!

Pois nosso amor é tatuagem é visceral...

Que me acompanha sobre a carne como ferida de punhal!


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