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POR ENTRE AS FLORES DO LENÇOL

Por entre esse jardim estampado, estático

Ou 'rolando', e com esse lindo cheiro de nós dois!

Tento me refugiar da noite em claro

Na escuridão dessa solidão!

Rolo para um lado, morro no outro...

O frio é a madrugada, e estrelas altivas riem

Desse pobre diabo!

Esse jardim ganha vida e 'formas' na vontade da masturbação...

E o tecido é regado com um suor de inquietação!

Uma madrugada leva mil horas, e o que eram nossas manhãs,

Um 'crepúsculo sangrento' pela faca da separação!

O lençol se rasga e suas flores se espalham...

E na 'fissura' do mel de desejo, agrido Morfeu

Em seu berço de Olímpia e tão distante como a nossa paz apesar desse silêncio!

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