Pular para o conteúdo principal

POEMA DE VESTIDO

 24/05/2013

Adoro te ver de vestido...

Se vestindo de beleza, se revestindo de amor!

Se parecendo com uma deusa e sendo mulher!

Quem pôs a mulher num vestido deu a ela o poder de encantar, 

O direito de apaixonar...!

Quem disse que é para mulher um vestido,

Também disse que rosas devem ter aroma

E um buquê provocar aquele suspiro!

E esse vestido 'combina comigo'...!

Na qualidade de homem, e amante mais do que tudo!

Esse vestido que confecciona e enfeita esse poema!

Feito sob encomenda para uma princesa encantada!

Feito de couro de fauno com cheiro de ninfa e medidas de fada!

Adoro te ver de vestido e 'como veio ao mundo' nos meus sonhos...!

Nua, perfeita e possível!

Com esse vestido ela vai para uma festa, foi para uma igreja,

Vem de um outro 'caso' e vai me enlouquecer!

Mulher de vestido como Deus a cobriu, mas que o vento levanta!

Vestido justo ou comportado, mas que com a paixão logo se arranca!

Elas vestem vestidos e nos usam...

E nós nos deixamos usar como simples adereços!

Mulher que não usa vestido merece castigo maior que o da nudez...

Merece ficar sem esse fascínio que se exerce sobre mim!

Merece ficar sem meu desejo e sem o deslumbre quando as vejo

E perco as palavras que se despem de mim!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

INVERNO DE '07'

E lá estava você... No lugarejo que então sempre esteve E até eu te perceber! - Poesia aos seus pés não se 'disteve'! Me movendo a escrever... O deslumbre que até hoje se manteve...! E insiste em me envolver! De 'mini' mesmo no inverno que teve! - 'Ave pernalta' tão linda de se vê! Meu amor não se conteve!

SONETO A RENATA DE MARECHAL...!

Desse bairro daqui, bem na adjacência... Mas que eu queria ter como vizinha! Daquelas que se encontra na cozinha, E uma troca de lâmpada é 'emergência'! A minha condução, a bike que eu tinha... Que era movida a 'gás' de adolescência Que tornava possível a frequência De vê-la 'despojada' como vinha! Próxima àquela base, e outro 'avião'... Parece até exagero desse bardo E mais um conhecido de seu irmão! O seu 'short de praia' e saia cargo... Letra de um rock 'n' roll na empolgação; À 'irmãzinha' mais velha do Ricardo!

ZANZA & BELERO

Lá no sub-bairro entre viela e varal, onde o céu tem mais fio que firmamento, há uma moça que sobe num vendaval todo fim de tarde, sem um lamento — Zanza, a dona de casa que voa no tempo. Belero a espera no terraço, rilhando o casco alado no azulejo gasto. É branco, reluzente, de prumo brando — pégaso vindo, talvez, de algum pasto entre Helicon e os quintais do Encantado. As comadres param o mexido na panela: — Vixi, lá vai ela de novo na asa! — Não é aquela a mulher do Protético, a bela? — Ele deixa, mas disse: “Não passa de casa…” Só que Zanza some no céu feito brasa. Prometeu voar só até a padaria, mas deu voltas ao mundo num trote leve: salta arco-íris, faz curva em nuvem fria, grita “Arroboboi!” pra Oxumarê, tão breve, e volta só depois que o sol já se atreve. Apolo, dizem, mandou-lhe bilhetinho — Hélio piscou da carruagem flamejante. Ela voa entre astros com jeitinho de quem pendura roupa e, num instante, vira dríade em amoreira ofegante. Talhada a malhação, como Salmacis formosa...