Ah, Nilcea esse teu borogodó...!
Localizado logo ali na esquina do pecado
E que faz de mim seu poeta e 'filho' apaixonado!
Ou um pobre diabo me contentando em ser só mais um vizinho afastado!
Ah...
Isso ou aquilo que não sei explicar o que é...!
Talvez seja o mesmo que parangolé...!
Como apelido os trajes que te revestem, cobrem, 'despem'
e também te fazem essa mulher!
Borogodó que inspira...
Que rima com o suor que transpiras!
Que não fede, mas cheira:
é perfume de fulô de ninfeia brejeira!
Tem um 'quê' de não sei o quê, o ó de um louvor, 'dó' de trovador e menos de mim!
Viço de uma fruta madura, gosto de uma proibida, dengo e resultado de uma linda mistura!
BOROGODÓ quando sais no portão, sob aquele vestidão, num short...
Quando entras e a perco de vista, mas não da imaginação!
De mulher do 'zotro', 'na pista', na calçada ou se tiver por aí num terraço!
Que trazes do Engenho da Rainha, nos pés(ou canela), de Angola, cabana 'dos Barros',
toda a África, pau-a-pique, lida sertaneja, de Itaguaí, nos traços
ou na tatuagem ou da herança ou 'linhagem' tupi!
Praieiro, brejeiro, suburbano, periférico, inzoneiro...
É borogodó e só... sendo tudo e não precisando de mais nada!
Uma palavra, definição, especificação, um ó, um quê...
É o que ela tem, o que não sei e o que tenho a dizer e escrever!

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