Pular para o conteúdo principal

O MEU ÚLTIMO SOBRE O AMOR

Só podia ser o amor...

Pra me deixar 'assim'!

Desse jeito que fica quem ama...

Com esse sorriso, esse olhar, esse brilho... essa chama!

Qual outro sentimento explica esses gestos e comportamento?!

Só o amor deixa assim...

Alegre sem se 'saber o porquê'... sem sentir!

Mas se sabe muito bem 'quem é o porquê' e o que é sentido!

É amor... só podia ser!

Que chega bem assim, de mansim, sem se esperar, 'querer saber'

e se fazendo saber assim!

Que me faz feliz, cantar, sonhar e até ser poeta!

Me dá paz, me faz viver, me dá direção e acerta em cheio com essa mesma 'seta'!

Só podia ser amor...

O que me torna tão delirante, suspirante, suplicante, confiante, amante ou 'galante'!

No cultivo da 'Natureza Morta' nessas estampas de cores vivas e vibrantes nos parangolês esvoaçantes dessas passantes tão elegantes!

Por estas ou outras mulheres ou musas alheias ou até aquelas que se mostram 'alheias' a esse sentimento!

É amor... o que tá na cara, no ar e qualquer um pode notar, 'pegar' ou 'diagnosticar' só de ver no semblante!

Amor que não se explica, que se suplica, complica ou 'se agrava' em caso de paixão!

E é assim... não sei explicar, nem dizer, ou como foi acontecer...

E pra que explicar, complicar e não deixar viver?!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

INVERNO DE '07'

E lá estava você... No lugarejo que então sempre esteve E até eu te perceber! - Poesia aos seus pés não se 'disteve'! Me movendo a escrever... O deslumbre que até hoje se manteve...! E insiste em me envolver! De 'mini' mesmo no inverno que teve! - 'Ave pernalta' tão linda de se vê! Meu amor não se conteve!

'FLERTE ALGORÍTMICO'

Vi tua vida em janelas quadradas, algoritmo gentil me trouxe você — como quem assopra cartas embaralhadas e entrega o naipe que não se pode prever. Não te conhecia, mas clicava em tua alma. Teu riso num parque, teus pais no Natal, teu corpo em ginástica, teu dia banal... E eu ali, pixel a pixel, invisível e presente — como espírito da máquina, fantasma obediente. Puxava assunto, às vezes bobo, às vezes doce, querendo só ficar perto. Tive a ousadia de sugerir um post: "Você nesse vestidinho... tomando um milk shake — com um céu lilás por perto..." E tu sorriste, mulher de fibra e filtro, disseste "quem sabe", como quem dança no abismo. Me empolguei: e se um dia...? E se o algoritmo fosse cupido, e os dados virassem destino? Mas então... tua timeline silenciou. Não houve briga, nem adeus, só o sumiço — e aquele perfil estático como mausoléu. Fiquei olhando dias, como quem assiste ao fim de um seriado sem saber se era ficção ou realidade. Hoje, aprendi: que o feed é um...

ZANZA & BELERO

Lá no sub-bairro entre viela e varal, onde o céu tem mais fio que firmamento, há uma moça que sobe num vendaval todo fim de tarde, sem um lamento — Zanza, a dona de casa que voa no tempo. Belero a espera no terraço, rilhando o casco alado no azulejo gasto. É branco, reluzente, de prumo brando — pégaso vindo, talvez, de algum pasto entre Helicon e os quintais do Encantado. As comadres param o mexido na panela: — Vixi, lá vai ela de novo na asa! — Não é aquela a mulher do Protético, a bela? — Ele deixa, mas disse: “Não passa de casa…” Só que Zanza some no céu feito brasa. Prometeu voar só até a padaria, mas deu voltas ao mundo num trote leve: salta arco-íris, faz curva em nuvem fria, grita “Arroboboi!” pra Oxumarê, tão breve, e volta só depois que o sol já se atreve. Apolo, dizem, mandou-lhe bilhetinho — Hélio piscou da carruagem flamejante. Ela voa entre astros com jeitinho de quem pendura roupa e, num instante, vira dríade em amoreira ofegante. Talhada a malhação, como Salmacis formosa...