No tempo em que eu matava as apostilas,
no fundão do colégio, meio avoado,
tu ias mais à frente, em teu reinado,
alheia às minhas quimeras juvenis tranquilas.
Passaram-se as marés, luas e filas,
o mundo me levou por outro lado;
mas eis que o algoritmo, bem danado,
reuniu de novo antigas maravilhas.
Não mais colegas só de sala e giz,
mas cúmplices de um mundo fluorescente,
ligados por um clique e seu verniz.
E assim renasce, estranha e docemente,
o velho laço, agora mais feliz:
colegas outra vez — porém virtualmente.
**DGPT PRODUÇÕES POÉTICAS**

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