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O CASTELO NO AR

Bem-vindos a esse meu castelo no ar! A essa tão ampla e humilde instalação feita somente de ar,  nas alturas e do tamanho de um sonho alto, com uma abóbada celeste, 'estufa', um chão de estrelas,  cobrindo toda a vastidão... também com esquina para a casa da Nilcea de onde ela sai com algum vestidão! Na rua dos bobos da corte, na encosta e barreira do som e fúria, mas sem chão se se ver todo um sonho se desmoronar! Um castelo no ar dentre os tantos que construo, já construí, possa construir, ver ruir ou 'se dissipar'! Edificado sobre uma nuvem que passa, de 'estilo nefelibata', feito do que imagino, coloco na cabeça, acredito...  de oxigênio, carbono, celulose, inspiração e do mesmo material que são feitos os sonhos mais lindos(e delirantes!) Com vista para além do arco-íris, para um mar-de-rosas e próximo a linha do horizonte com tráfego aéreo e saída para a Via-Láctea! Feito do que se faz de conta, com o que se propõe, presume, pretende... Com súditos imaginad...

QUAL MULHER RESISTE A UMA FLOR...?!

Seu perfume, sentido... seu perfume sentido?! Uma única flor florindo e perfumando todo um momento?! O mel e todo o sentimento contidos! Uma flor... num poema rimando com o amor...?! Qual mulher resiste a uma flor...?! Flor a qual se assemelha...  a cor e o espinho da paixão numa rosa vermelha?! Rosa branca, cravo, margarida(no cabelo), o que representa, adorna, estampa... Arranja, enfeita, que se aceita e não se faz desfeita! Uma flor, um botão ou num buquê! Levando o seu cheiro no vestido...! Na lapela, na janela, num caramanchão e até fora da estação! Uma flor dada, de um jardim roubada, arrancada, num bem-me-quer despetalada! Despedaçada, replantada e que tudo pode resolver!

A OURO PRETO

 'Mas agora sou cowboy  Sou do ouro, eu sou vocês  Sou do mundo, sou Minas Gerais' Ah, Ouro Preto... Essa cidade mineira, seus encantos e seu brilho que tanto reluz! Seu centro barroco remontando e contando uma parte importante da história do Brasil! Acenar para Marília do Dirceu numa das janelas da casa de Tomás Antônio Gonzaga! Toda a beleza bucólica, simples e hospitaleira de toda 'as Gerais'! Viajar através do tempo e do Museu da Inconfidência, tirar selfies com as obras de Aleijadinho... para onde seguimos de trem azul partindo de onde se situava a Corte Imperial! E sem perder esse trem, nos apressar para tirar o Alferes da forca...! Viajar no tempo e em seus becos, espaço entre as estrofes de um poema visual!  Uma cidade com repúblicas estudantis... uma cidade, 'vila', 'capitania', município ou patrimônio para se levar na mala ou na 'bateia'! escalar  suas  ladeiras  e voar  no Parque  das Andorinhas Vannessa, minha paulista, estreando ...

'MUSA MADRINHA!'

Vou me casar com essa minha dinda! Na mesma igreja que se deu o batismo! Com a benção da poesia, cismo! E ela também sabe que é mesmo linda! Na saia azul daquela foto ainda...! Ou em trajes típicos de seu lusismo! Com Bojador irei formar um 'istmo'! Em nossas núpcias sendo lá em Coimbra! Bem escolhida fora por meus pais! De especiarias que não encontro mais! Trasnos e tágides estão presentes... Os embriões em meu furor dispersos! Civil, 'profano' com seus tantos entes! E nossos frutos estão nestes versos!

'BIATRIZ'

Filha da dinda também tem meu amor! Aquele seu jeito e carinha linda! Mesmo cabelo natural, sem tinta! E a primavera, de quem herda o olor! Com as sacolas que mandava a dinda! Que nos doou de tudo sem pudor! Também fadinha, 'de condão' e esplendor! E a descender de Portugal, Coimbra! Grande beleza que herdou com certeza! 'Até de costas'; vi quando eu subia! Quem desse 'império' coroei princesa! É 'Beatriz' o nome e eu nem sabia! Que herda o poema escrito nessa mesa! É Beatriz, mas a conheço 'Bia'!

QUADRA DA ESCOLA NORMAL

Seria Sarah ou Carmela...?! Só, até o seu ônibus chegar! De passo firme, lá vai ela...! Que também me ensinou a amar!

RONDÓ DA LILI

De asas de garça do Muriaé... Daquele rio, pairando em meu sonho! Linda harpia com 'asas de mulher'! Duendes, sacis; o ente mais risonho! Lírio do campo e 'flor de Baudelaire'... Com beleza de anjo que aos pés me ponho! De asas de garça do Muriaé! Daquele rio, pairando em meu sonho! No fim do arco-íris me esperas de pé! E lá, minhas fantasias proponho! Ela sorri, mas eu não me envergonho! Com borboletas, larva e narguilé... De asas de garça do Muriaé!

CONFISSÕES DE UM 'NEFELIBATA'

Na qualidade de poeta me cabe escrever, sonhar, viver, declamar, rabiscar, aprender, declarar, rasurar, amar, sofrer, emocionar, dizer, querer e quiçá conquistar! Alguém nessa posição vê as coisas do alto... pisando nuvens(com cuidado) como um bom 'nefelibata', os pássaros e os anjos! Alguém assim nasce com o diferencial de saber usar o que a razão negligencia, ler nas entrelinhas das coisas com o uso de subjetividade, reinventar a vida com criatividade, nem sempre é douto e por isso brinca com as palavras que se joga no ar com suas tantas significações! Não é melhor do que ninguém, mas lida com o extraordinário com simplicidade e a leveza da pluma angelical que usa pra escrever! Não se explica e acha graça da complicação dessa vida que também acaba o inspirando! Na qualidade de poeta posso ver beleza em qualquer coisa, mas sou suspeito para falar da 'qualidade' de meus escritos! Vejo lírios no campo, a paz e o amor com homens de boa vontade à vontade e com seus 'br...

RAP DA CANDELÁRIA

Senhoras, senhores estou aqui Pedindo atenção só por caridade Não por mim mas por esses guris Abandonados e mortos pela nossa cidade Tanto descaso, blá-blá-blá, enrolação Mas quem aparece para dar solução?! O tempo não para mas nada mudou E desde então quanto sangue jorrou Anjos dormiam sem que nada faziam Sem que o pior pudessem imaginar Anjos da morte a seus encontros seguiam Estando há tempos a lhes espreitar Mais de oito corpos lá naquela calçada Numa casa sem tento onde não tinham nada Nenhuma assistência, zero atenção Na rua dos bobos que é feito o povão! 'Eu vi o menino correndo... Ouvi seus gritos Estive no fundo de cada vontade encoberta Aquele que conhece o jogo Do fogo das coisas que são É o sol É a estrada É o tempo É o pé E é o chão' O tempo não para e o problema cresceu Se multiplicou e no país se expandiu Tanta chacina... a barbárie se deu! De menor ou maior pelo nosso Brasil Capitães de areia, cimento e papelão É o sol, é a estrada, é com seus pés no chão! Olha ...