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SE SE ACABA O AMOR...

  O que resta...?! Se o amor é tudo... Amor que vinha duma fonte Que secou e como um rio passou! O amor acabou...! E será que ele existiu?! E suas juras de eternidade, seus laços, Seus beijos, abraços...?! O amor não poderia acabar, Mas como tudo que começa, o seu término É um dos receios! Como tudo o que é bom e dura pouco E tudo o que vive pode morrer! Dizer que foi bom enquanto durou É o que resta, pode confortar, mas nunca suprir! Suprimir a dor, preencher o espaço da solidão E convencer o coração a seguir e substituir ‘esse motivo’ De suas batidas! Se o amor acaba o ‘negócio’ é recomeçar... Ver os erros e ‘acertar’ na próxima pessoa a ser amada! Não perguntar, ‘não aceitar’, chorar, desabafar E entender: Que para um amor de verdade acabar, ele precisa ‘não acontecer’!

EM BRANCAS NUVENS

  São brancas e tão brancas as nuvens que passam E me levam o último suspiro da estação! São brancas e tão brancas as nuvens que eu passo Sem o afago igualmente delicado de sua mão! Essas nuvens não são cinzentas, mas são capazes de temporais! Que encharcam e destroem o meu íntimo com essa Certeza de não te ter mais! Me ajude, Astro-Rei, a ter de volta aquele brilho que se foi! Junto com as brancas nuvens que encobrem o lindo céu de nós dois. Se vão as brancas nuvens e só me resta esse 'ar'... Ar de abandonado, sem ver o sol nesse céu sem teu olhar!

A CAMISOLA DOURADA

Os caracóis do teu cabelo Me tomam e consomem Com a menina desse teu olhar! E sua camisola me cobre  Com a delícia desse nosso ‘amar’! Você é tão bandida e nessa camisola Se faz de criança...! Querendo brincar de paixão! Ó camisola dourada de princesa encantada  Revestindo meus sonhos de pureza e tesão! E se 'ela falasse', contaria toda a sorte de prazer  De nossas madrugadas! E se ela sonhasse aos pés de nossos devaneios  Tais sonhos não chegariam! Ó camisola de seda e detalhes em renda... Fetiche colegial que esse homem sustenta! És camisola e um manto que me cobre de amor! É a camisola dourada dando mais brilho ao seus esplendor!

PERDIDOS DE AMOR

Por onde anda alguém perdido de amor?! Não anda, flutua entre as nuvens e os anjos, Cruzes e espadas, espinhos e flores! Um perdido de amor é um andarilho, Pedinte, suplicante por um beijo sequer...! Escravo e capacho, seja homem ou mulher! Onde reside alguém que se perde de amor E cai na paixão?! Não reside e nem vive, e muita das vezes, Perde a alma e a razão! Eu já fui um ‘perdido de amor’ e acho Que nunca me encontrei! Nunca se perca do amor, mas vocês que nunca  Se perderam ou se perdem de amor, A felicidade nunca vos encontrareis!

ELISÂNGELAS

Lindas e elisangelicais , Elas descem pelo arco-íris Com suas camisolas da cor da paixão! Zanza num unicórnio alado e tatuado E Lili com aquele saiote blue jeans E espevitado! As beldades olímpicas da mitologia de minha fantasia! Lili, Vênus do Muriaé com o seu sotaque de noroeste do estado  Que nos dá um pouco do sabor de Minas! Fala a língua do meu amor em meus delírios secretos! Zanza a mais olímpica e atlética das musas Veste o 'seu' short da filha e vai correr  À beira da fonte de Pirene e da juventude! Não se conhecem, não se parecem... não têm nada a ver Uma com a outra a não ser o nome, o borogodò e o meu fascínio! Sei que não têm amor por mim, mas possuem o meu amor sem que saibam! Anjos, fadas, musas, ninfas, ninfetas, mênades, 'salmacis', 'bacantes', brejeiras, serpentes, maçãs...! São perfeitas por não descerem da quimera Onde me mantenho sob seus lindos pés('com asinhas') e os pedestais que criei!

AS SAIAS DO PRAZER

Aquela pequena flor Cuja beleza era tamanha Que ultrapassou o jardim! E se fez mulher, afilhada do amor No canteiro de Deus! A suave brisa vem do hálito Que perfuma, traga, me leva e eleva Ao céu da boca com seu sorriso ensolarado! Nos torna frutos da 'primavera temporã' E sem fim! Ah, essa emoção meretriz de lingerie vermelha Que se entrega a essa paixão! Capanga do amor que unida ao desejo Invade seu quarto, lhe arranca a camisola  E raptam o seu coração! E seu sorriso estrelado nos torna 'luar' e 'madrugar'... E a luz que não se apaga 'brota' do olhar! Pequena flor... O amor que habita e 'coabita' em você É a saia do prazer e a lingerie da cor do vinho De nossa verdade!

LILI

  'Pictures of Lily made my life so wonderful  Pictures of Lily helped me sleep at night  Pictures of Lily solved my childhood problems  Pictures of Lily helped me feel alright'                                        (The Who)    Com a caneta mais uma vez lembro em versos de você! A caneta é azul como o céu já foi ainda pouco...! E um crepúsculo cor de sangue é quem encerra o arco-íris de nossos dias! Arco-íris sobre sua cabeça como um diadema dourado e real! E Vossa Alteza, o sentimento, se curva sobre um tapete vermelho-paixão! Chegou a hora de rasgar o véu, as saias e a seda que se intrometer No conforto do teu carinho! Eu contemplo com o nascer dos dias a alegria das horas  Que despertarão o nosso amor na eternidade!

POETA(O ESCRAVO DO AMOR)

         Os olhos com brilho de alfanje Eram os da certeza  Que num amor se esconde! Em cada jura desejo ou súplica... Sou cansativo ao falar de amor! Porque sou o seu discípulo E assim lhe faço louvor Menina entenda que sou poeta E essa condição me faz delirar! Um escravo do amor Que não quer se libertar!

PÉTALAS CAÍDAS

  As pétalas caídas ali no chão São como sobras de um amor Que se esvaiu! As pétalas caídas ali no chão São como lágrimas de uma face Juvenil! Dos beijos que me deste anteontem Em minha boca sinto o sabor E suas vestes de decote insinuante Mais aumentava a minha fome de amor! Brindemos com vinho e champanhe A euforia desse amar! Choremos lágrimas ou sangue Ao vermos tudo se derramar! Chorei e enxuguei as lágrimas com aquela carta Sofri e quase peguei aquela faca! Superei, mas você teima em meu coração e mente habitar! E Pra você não foi o bastante e ainda fui obrigado A ver uma rosa se despedaçar!