🌾 Vi Lili no meu cochilo, sob um arco-íris torto. O pasto era um céu tranquilo e o beijo, um doce aborto. 🌼 Tinha lírio no barranco, e Itaperuna ao fundo. Uai, sô... num era um sonho? Mas jurei que vi o mundo! 🌀 Com a brisa do Retiro e os bois mugindo o luar, o trem doído que eu suspiro numa sesta veio amar. 👘 Ela vinha — falsa-nissei — numa minissaia jeans... Ô danada, eu nunca sei se ela é flor ou querubins. 🎋 Do Muriaé ao meu leito, só tem curva e devoção. Meu tesão nem é direito, é platônico, é paixão! 📡 Tantas antena parabólica na paisagem do sertão... mas sinal do amor da Lili só pega no coração! 💋 Ela disse “hen, seu danado...” e puxou meu braço à toa. Na ilusão fiquei colado feito visgo em peroba boa. 👣 Seus pés descalços, sapequeiros, pisam sonho, barro e vinho. O que é longe vira cheiro no meu sonho de sozinho. 🌈 No tal pasto encantado tudo era manso e de vidro. Nosso amor — meio inventado — era bom, mas era lívido. 🧿 Tem um canto lisergínico no olhar da Lili sô... ...
E por aqui sigo te amando... Firme e 'forte', vivendo, sobrevivendo, conforme for dando e Deus mandando! Sigo lembrando, pensando, estando, caminhando, morrendo(de amor), de pé ou sonhando! Sigo...? Talvez consiga, contigo(ou sem), 'consigo', comigo rumando, 'me arrumando', remando, insistindo, acreditando! E vou levando...! Vivendo desse amor que sigo alimentando... lamentando! Enquanto a vida segue, há esperança... for suportando, não desanimando, a chama queimando, o sentimento lembrando, demasiando, chamando, estando, existindo, persistindo... se 'eternizando' enquanto for durando!