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TRANSMISSÃO DE PENSAMENTO

O que lhe vem a cabeça quando se fala em amor?! Aquela pessoa, um buquê, um mar de rosas, um dia lindo Ou uma noite de estrelas e luar?! Dois patinhos numa lagoa que ao se encontrar formam Um coração, a vida com a sua parte boa e a letra de uma certa canção?! Eu digo que me vem tudo isso quando não me fogem os pensamentos! Penso na boca, no beijo, no gesto e naquela roupa...! Não penso, mas sim visualizo algo que não posso explicar! E que se pudesse talvez não sofreria tanto por tal coisa! O amor para você talvez seja o mesmo que é para mim! Só variando o endereço, a forma, o enredo, a figura ou a pessoa E e alvo em questão! Seja o que for eu tenho amor para você...pra dar, mas nunca para vender! O meu amor é o mesmo dos poetas, das prostitutas, de Platão e de Jesus! Amor é para sempre...! E se pra você não for então é ‘paixão’! Me vem na cabeça uma chuva de arroz, sorrisos, mimos e os filhos depois! Se me vem a guerra, é pelos heróis e mártires da sua causa, se me...

ELISANGELA(LILI)

08.11.2007 Vamos brincar à sombra do jatobá, Pé de ipê, aroeira, joá! Vamos brincar até que a morte Pare a brincadeira de nossas almas tão vivas...! E nesses parques e vales com o seu verde cirandar! Vamos falar sério na hora de nos beijar, Indo para uma relva escondida onde o amor Floresça e a paixão amadureça! Vamos regar Éden, Xanadu e o ‘Jardim de Alá’! Peguemos carona na próxima borboleta Vinda de um horizonte preservado E que fará escala em nosso futuro... Vamos deitar e rolar com a virgindade dessa mata Que concebe a esperança em seu leito de lençol verde Misterioso, encantado e tropical!

'EXPLICANDO O AMOR'

Pois é...o amor...! Essa coisa divina, romântica E tão poética que até a sua rima Combina com flor! Algo que não se sabe de onde vem E onde vai parar...! ‘Se parar’! Um fenômeno que tem causa E mesmo não tendo um porquê, 'praquê' Ou razão, faz a sua diferença! Amor que é tão lindo, mas se for paixão Então é doença! Amor que tanto se sente, se fala, se faz, Mas não se permite explicar! Amor que pra muitos é algo que dá e passa, Enquanto pra outros é eterno enquanto durar! Um sentimento que já ouvi muitos cantarem, Que me aventuro a escrever, descrever e viver! Um amor tão intenso, um romance, um caso Ou só uma ‘coisa’ que penso! Não traio e se traio pelo mesmo amor Sou logo perdoado! Isso é amor...! E quanto ao resto eu não sei E não me interessa! A razão de ser, a cor do batom, aquele vestido, Este buquê... Veja ou entenda como quiser...! O que já está explicado na troca de olhar Entre um homem e uma mulher!.

VESTIDO AMARROTADO

Você é linda com essa flor no cabelo, Nesse reflexo no espelho, com esse batom vermelho E nesse vestido amarrotado! Você é linda com esse olhar penetrante, cílio postiço, Ar de debutante e marcas de expressão! Linda quando acorda, cai de bêbada, me larga e retorna...! Você é linda, assada e assim, versos, prosa e outras histórias Você é linda em pensamento, toda vida, via e por um momento! Linda quando evacua, escarra, fede, ovula ou menstrua...! Linda quando me chama, engana, esfria ou em chamas! Você é linda de todo, qualquer e “nenhum” jeito! Você é linda e eu apaixonado!

SETAS QUE VOAM DE DIA E DE NOITE

Eu sou uma bala perdida, policial ou bandida Meu alvo principal é o sofrimento alheio Sou do morro e do asfalto, mas o meu destino É qualquer coração que cruzar o meu caminho! Eu sou uma bala perdida, com gosto de pólvora E, mesmo assim, preferida do público infantil Sou uma das setas de Davi e invisível Como os fantasmas da noite calada e coagida Sou a bala perdida numa operação, numa invasão, Numa escola e numa festa! A bala perdida na mesa do pobre, Mas ao alcance de um rico "abastado" Sou uma bala perdida sem cor, religião ou partido...! Sem lado certo ou errado! Uma bala perdida cruzando os céus, mas sem atingir Deus(que também nos proteja!).

ODE AOS VESTIDOS

Olhai aquela mulher naquele vestido, Que visão do amor...! Deus as ordenou que usassem vestido E a nós, condenou ao delírio pela elegância Ou provocância de tal vestimenta! São de noite e de dia, e em nossas madrugadas 'Tornam-se camisolas'! Esplendorosos, cheirosos, estampados e recheados Com a mulher... ‘Panos de fundo’ no concerto para a masturbação Do 'menino dos olhos' na íris desse poeta! São rasgados na guerra e florais na primavera! E quando outras complicações da vida Me despem das ilusões, penso num vestido E logo me visto com a sua carinhosa fragilidade! Aliados na sedução e ‘traidores’ numa violação...! Também vestem juízes com suas perucas E as santas que cobrem de bênçãos os seus fiéis! São rodados, rendados, comportados e espevitados...! São vestidos pra todo lado... Debutam, apaixonam e casam! Tem pra todos os gostos, mas o seu gosto é de mulher! Marylin Monroe, sempre Gabriela naquela cena clássica do telhado, E talvez Rosemere,...

A FOTO

Que sabor terá aquela boca... Que cheiro terá aquele cangote?! Ela estampada naquela foto e alheia Às barbaridades daqui de fora! Ela com aquele sorriso iluminado Me ofusca toda hora! O que será que ela pensava... E do que estaria rindo?! Aquele retrato jovial funcionava como um bibelô, enfeitando meus dias sem graça! Que sabor deve ter aquela boca...?! E seus cabelos seriam tão negros?! Já abracei aquela foto e o seu calor ela não tem! Já lambi muito aquela foto, mas o sabor não tão bom assim!

CASTELOS

Como na antiguidade ainda se constroem castelos! Sejam de concreto, areia, cimento ou sapê...! Num castelo ou numa floresta eu quero me esconder! Construo castelos com sonhos que me vêm a cabeça E oportunidades que me vêm à mão! Mas muitas vezes ‘desmorono’ com qualquer abalo Que possa levar tudo isso à ‘ruínas de desilusão’! Construimos castelos com algum estímulo, uma palavras E só ‘um limão’!  Castelos são feitos de esperança, inspiração, transpiração, mão de obra divina, contos de fadas e outras histórias! Ela vive na torre de um castelo a espera de um amor... Eu me tranco nas masmorras de um castelo do qual eu já fui rei! Castelos evacuados são peitos de corações partidos! Castelos firmados e afirmados na certeza desse amor com um beijo! No castelo onde moro cabem desde a fantasia, meus medos e até a tristeza! Se constroem castelos que se levantam e se movem... São castelos em forma de ideias, pessoas, refúgios... Se constrói castelos com a ajuda da enge...

ODE À ANNA JATOBÁ

Será que foi você, jovem, mamãe E árvore de madeira útil, De família de classe média E acima de qualquer suspeita?! Ou aquela madrasta má que adoramos idealizar Nos contos de fadas e novelas, Protagonizando uma tragédia que envolvia um anjo Arremessado de um sexto andar?! Foram vocês selados por uma jura E que, motivados pela loucura, reescreveram suas vidas comuns Com a tinta negra desses jornais! Não foram vocês que voltavam de um shopping, Celebrando mais um sábado como tantos outros anônimos e felizes! Não foi você que chorou, não foi você que jurou, Não foi você com aquela blusa de Mickey e nem você Em seu papel de papai! Carolinas que choraram pelo corpo de um anjo caído Jatobá de madeira de lei, encarcerada, decepada e "inútil" Como uma figueira amaldiçoada por Jesus! Não foram vocês naquele sofá, confortáveis e inconsoláveis, Tentando evitar o inevitável e explicar o inexplicável! Foram vocês no desconforto da caçapa daquele camburão, Seguind...