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'SEMIDEUSA'

O que faz de alguém uma semideusa?! Quem deu e de onde vem tamanho poder Pra que serve, o que ela pode fazer Além de encantar até pondo a mesa?! Cantar, representar, sapatear... Com mais esse rostinho tão bonito Nesse culto narcisista e seu mito É 'onipresente' até se eu 'zapear'! Tantos seguidores, papéis e amores... Fazem da mesma uma celebridade Uma musa sendo alguém de verdade - Será que ela tem cólica ou outras dores?!- Deve ser a personagem que deram... Talvez os paparicos, paparazzis, Nós mesmo, os fuxicos, esses cartazes...! Deus, a lua e os outros astros quiseram!

QUANDO NÃO ESTOU PENSANDO EM AMOR

Quando não estou pensando em amor Eu penso em flores, abraço e beijo Penso num dia de sol ou chuva Penso em você, nós... e dá no mesmo! Quando não estou pensando em amor Penso em declarar, tentar fazer... Penso em céu estrelado com luar Penso ser poeta e vou escrever! Então olho para os lírios do campo Encho o peito de ar, resolvo rir E pensando ser cantor, eu canto! Tô pensando em minha própria vida... No que já vivi ou possa viver Numa paixão tão mal resolvida! Quando não estou pensando em amor Nada que eu faça vai tá valendo Já que ele me inspira e até o respiro... Se não o penso, logo eu estou o vivendo!

O IMPOSTOR

Não me deixe só, aqui nessas gavetas... Rodeado de ideias, fantasias Querendo um espaço e sua atenção! Tão sozinho aqui dentro desse móvel E entregue às baratas, moscas e cismas À base de toda essa naftalina Que me entorpece e alimenta ilusões! Essa gaveta e o vasto mundo aí fora... Necessitado de mais poesia... E eu aqui entre esse calhamaço e chulé! Não me deixem só para essas gavetas Que conhecem até minhas cuecas Como essas cortinas, meu solilóquio! Mas talvez eu não seja um bom poeta... O mundo é bem maior que essa gaveta Sei que tem muitos outros por aí! Um móvel tão simples pra tantos sonhos...! Apesar das ideias, é tão escuro E silencioso apesar das letras! Falo e escrevo sozinho ou para Deus! Não posso ficar só para as gavetas... Ainda tem o resto da mobília Daqui e de outras casas querendo amor! Uma poesia merece o mundo Com suas tão belas letras, ensaios Rascunhos, rabiscos ou como for! 

COMO NÃO AMAR VOCÊ...?!

Essa coisinha linda! Tanto me fascinou... De um jeitinho só seu E que me conquistou! Como não amar você...?! Que és o amor em pessoa Quando te chamo assim! Como conseguir isso... Tendo-a perto de mim?! Ou em pensamento, sonhos... Por toda a vida logo! Tão derrepentemente... Que seja eterno eu rogo! Ah, não amar você, como?! Uma coisa tão linda... Que vem cheia de graça Bossa, valsa e meu par... Que me ama e nem disfarça! Te dou um espelho pra vê... Que vale mil poemas E que reflete e explica: Como não amar você?!

À MÃE DO TITO

Ser o filho da Vannessa Gerbelli... Carregar aqueles tão lindos traços Ser carregado por ela em seus braços A Itália nas ' veia  'e o Brasil na pele! Filho daquela caipira Lindinha... De uma prostituta n'outra novela N'outro canal, a terrível megera Ter a Marquezine como irmãzinha! Ah, viver com aquele mulherão... Levar aquele cheiro, ganhar beijos, Sair junto levado pela mão! Massas, frango, batata, peperoni... Feitos pela Vannessa com dois 'enes' E ser mais um dos Gerbelli ou Ceroni!

ÁGUAS PASSADAS

Chega de falar do passado! Amigo e inimigo sorrido e chorado  Onde sofri e brinquei! Falei e menti no passado... Deixadas e jogadas tantas cartas E lágrimas, palavras e você! Quantas noites, chuvas e flores... Num passado vivido e passado! Chega de falar do passado...! Sorrido e chorado  E de seus muitos moinhos enguiçados Ou derribados!

GULA!

Gula!  Amor, brasa, centelha, chama, fagulha! Chama a júlia...!  O pão de centeio, um apanhador... ora ora,  Amor jaz e retorna!  Se entornando em forma de um lábio, lábia e saliva!  Não... não é hora de não!  A gula, miolo e pão, água, sal, vinho, milagre...  Do amor, outros casos e casais não são iguais e daí?! Tanto faz...!  Eu sou amor não sou nada então se não for aquecido, 'requentado'  Conforme o devido, lembrado e nunca esquecido...  Minha paixão breve, fumaça da mesma fagulha que chama a júlia e que não responde...  tum-tum-tum de telefone mudo e eu salivando tudo o que preciso para nós dois  Nos tornarmos e entornarmos em apenas um!  Zum... um besouro, um inseto, zum-zum, camaleão tudo em vão!  E pelas paredes, lagartixas, e pelo chão cobras lagartos, o 'nosso não'!  Mas a verdade torna e entrona o que somos e se deságua na mesma sintonia!  Tudo era amor tudo, era passageiro, fagulha destino chama....

A SAIA DA IRENE 2

Torno a vestir a saia de Irene...! Escrever, recitar, usar, abusar, possuir, lambuzar E vestir poeticamente! Esse mero pedaço de pano com a incrível capacidade De lhe revestir, esvoaçar... fazer alguém lhe admirar E um poeta tentar exprimir ou experimentar! Com uma natureza viva como estampa E um dos seus 'sessenta e poucos' tons de paixão! Um 'sudário' de toda nudez tão castigada e linda... Jesus loves you more than you know. Uou-uou-uou! Uma saia ou roupa que ela escolheu... A saia da Irene flamula e ovula parecendo ter vida e desejo próprio  Ou 'impróprio' naquele varal! Uma saia soltinha de moça bonita girando, girando, girando lá... Que ela usa de noite e de dia, pra ir ao sacolão, pro chá com as amigas, pra frequentar um sarau,  Levar alguém na barra, e pro nosso namoro virtual! Seguindo a tendência dos amores de verão, com intenções de quermesse E de Marylin Monroe sobre o vácuo daquela estação! Doe essa saia para alguém carente e sofrendo de desamor chei...

VERSOS BRANCOS

O amor deveria ser puro... Feito água da mais cristalina Matando a sede, mas sem culpa! 'Límpido' como esse céu azul...! E as nuvens por serem tão brancas Intocáveis, virgens e santas! Um amor puro igual criança Que em tudo crer e tudo pode... Puro até se tornar sangria Se confundindo com paixão! Minando de algum peito aberto Sendo uma fonte de alegria E espelho da alma num olhar! O amor teria que ser puro Fiel e nunca 'adulterado'! Misturado num beijo e abraço Num mais 'profano' dos milagres...! E um consistente doce mel Que se tira e 'estira' na alcova! De tão puro, pouco o veria... Só no ideal, e no sentir! Não o veria porque ele cega... Linda coisa imaterial Bem durável e durador! Puro como sua verdade A esperança, e o seu nascimento!