Ah, o vestido da dinda do Biano...! Solto, livre e alegre naquela festa... Carrruagem e 'funk como orquestra'! Duma debutante no 'alto dos trinta'... De 'oliva incerto' minha mente o pinta! E dentre as coisas boas daquele ano! Das fantasias e espinhas na testa...! Dum moleque de ginásio; na 'quinta'! Que ao pensar em tal peça ainda a sinta! Decote em 'V', evasê, cetim, 'pano'...?! Num prendedor, 'bazar', altar profano...! Daquele tempo e festejo, o que resta!
Daquela canga de Elisângela... Mandei fazer uma fronha Pra também embalar meu travesseiro Com tudo aquilo que se sonha Sob o que levou o seu amor e 'tempero'! Pra fingir ter o seu colo... Dormir ou morrer por esse amor Mas, tendo o seu 'dolo'! Com essa fronha que já foi uma canga...! Podemos ir juntos àquela praia... Você, cabelo ao vento, pé na areia...! Feito as ondas, pra lá e pra cá, e na saia; 'Licorne marinho' leva a sereia! A última daquelas peças doadas... Com o teu cheiro e o perfume de hibisco...! E algumas lembranças estampadas...! Que pego, cheiro, me envolvo e mordisco! Com essa canga 'que é Elisângela'...! 'Saída' que se mantém na mente! Pareô duma nativa utópica! Parangolé que te faz envolvente! Manto de deusa afro-greco-nórdica!