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O EXPRESSO DO TEMPO

Tic-tac! Tic-tac! Última chamada para o expresso do tempo! Um expresso no qual se segue embarcado sem saber, notar ou sentir a 'viagem'! Seu tic-tac de relógio, 'apito' no despertador e com velocidade de trem bala com o seu passar! E quase num piscar já passou! Pra alguns ele parece parar, e muitos não acompanham o seu passar! Tic-tac do relógio e pressa também... hora marcada, tempo determinado, destino e 'rotas' traçados, prazo de duração, 'no prazo' ou se esgotando! Mas a viagem segue com seus passageiros bem acomodados, de pé, andando ou parados, onde estiverem com um destino certo ou incerto mesmo sem saírem do lugar! Alguns passageiros apressados, outros estagnados ou perplexos com o seu ritmo e rumo... Última chamada para uma viagem na qual é melhor não se ter pressa e não se sabe onde ou quando é a última parada! Um trem que partiu de onde nascemos, que segue pela linha da vida, passa pela 'linha do tempo' de alguma rede social...! Por no...

A LIRA DA ELISÂNGELA!

Elevando-me angélico E a cair de paixão, êxtase e furor...! Do arco-íris psicodélico'! Licorne, mulher anjo em meu louvor! Zanza de Hélicon até o nosso amor!

RONDÓ DA ELISÂNGELA(ZANZA!)

Sobre um cavalo alado e tatuado! Zanza e voa de amor e fantasia! Mulher anjo, e o cupido apaixonado! Sobre um cavalo alado e tatuado... Cujo chifre reflete o sol dourado! À sete cores, pluma e poesia! Sobre um cavalo alado e tatuado! Zanza e voa de amor e fantasia! 

ODE À MULHER ALHEIA

Toda mulher é de alguém! É filha, mãe, do lar, irmã, alma gêmea, 'costela', 'metade'... e toda a maçã! Pertence a algum pomar, vínculo, a alguém que se faz por merecer, Pertence a algum grupo, a uma 'determinação'...  a Deus de quem são divinas criaturas e com quem são comprometidas quando são freiras! A que segue só e é acompanhada por algum olhar! Nenhuma escapa! Todas têm ou já tiveram algum compromisso, fez algum voto ou foi prometida assim que nasceu! Toda mulher é mulher de alguém...! Não mexo com mulher alheia, mas muitas 'mexem' comigo! Mulher de alguém, de respeito, do zotro , alheia ao que sinto... do próximo que se cobiça até que o próximo surge  pra também violar o Mandamento querendo te matar! Todas as mulheres são de alguém... até as que são livres e desimpedidas sendo 'donas de si'! As que eu pensava que eram livres até alguém me contar, e as que inventam um relacionamento para se fazerem de difícil  ou se verem livres de mim! Toda...

'VANNESSA PAULISTARUM'

Quero que você leia esse soneto...! Me dê uma nota, estrela, atenção, 'bola'... O fiz de coração mesmo imperfeito! Melhor que a emenda, mas língua se 'embola'! À deusa, do poeta que me meto! A imaginá-la só de camisola! Tempos de Roma Antiga, te 'remeto'! E o que se impera não ensinam na escola! Com brilho de neon ou de 'fusíveis'! Do luar dum sertão se desgarrou Estrelando meus sonhos impossíveis! Borboleta a monarca a coroou! Com seus lábios de mel irresistíveis! Através dessa tela aqui adentrou!

POEMA AMARELO

Naquela rua tem um pé de Ipê amarelo...! Disputando o espaço na calçada com carros e muros de outras cores, indiferente aos tons dessa realidade e seus humores, entre fios de cobre e beirando um asfalto negro! Olhai aquele pé de Ipê amarelo... Sob um céu cinzento, florido e próximo a caçamba de um lixo fedorento rimando com belo, singelo entre uma selva de concreto e sem mudar o seu tom  mesmo sendo 'regado' pelo xixi(também amarelo) de um cãozinho caramelo! Eu aqui com os meus problemas e aquele pé de Ipê ali amarelo... Ela nem aí pra mim e meus problemas e aquele pé de Ipê ali amarelo! Amarelo da blusa e cabelos(tingidos) da Celinha! Calças em blue jeans e amarela é a flor na lapela, no cabelo dela... as dos vestidos feitos no molde,  imagem e 'elegância' de outras mulheres alheias, num arco-íris que risca o céu azul e ao seu lado brilhando um sol(também amarelo!) Um pé de Ipê naquela rua... quem diria?! Todo florido e metido apesar das barbaridades e de outras árvore...

COM A MAIÚSCULO E ATÉ O ÔMEGA!

Amor... que vem de onde não se sabe Para se tornar uma certeza! Um grande sentimento que num peito cabe Maior dos mandamentos em sua grandeza! Mandamento-mor... num amor daqueles poucos, desses que muito não se vê...!  Em belas palavras que apenas suas quatro letras já o definem, resumem! Pra quê palavras se só com gestos os que se amam já se assumem?! Viver um amor e assumir o risco de morrer do mesmo...  de viver para esse amor, morrer por ele ou 'só' de ser feliz enquanto dure! Verbete que se fez carne com A maiúsculo e ate o Ômega! Pelas quadras do soneto, nas estâncias, distância entre os versos de outras poesias,  histórias e 'casos'! Com suas mulheres-anjos de camisola em seus portões, e de ninfas de 'vestidos babydolls' pelas conduções! Da rima com a flor nesses vestidos, combinando, estampado, exalando e 'resguardando' a beleza do nu feminino em sua efígie, semelhança e 'se fazendo encarnado' o próprio desejo carnal! Pelo sincopado âmago...

ROUPAS HERDADAS 4

Eu não queria ser o seu afilhado! Pra nos tratarmos de poeta e musa! Pra venerar tua beleza lusa! Que eu adulto, fazes 'acordar molhado'! A imaginar você nesse short e blusa... Ou nesse robe que tá ali 'empilhado'! Com outras roupas me deixando ilhado! Que não me servem, minha mãe quem usa! Vou devorá-la 'à Bairrada' e vinho...! Um 'rei suevo', seu corsário mouro?! Ser Quixote e irmos pra trás de um moinho! O amante mexe em cada fio loiro... Um afilhado, tratas como 'filhinho'! Se sou poeta quebro tal 'decoro'!

FADA VERINHA

Me apaixonei por minha própria dinda! Essa mulher me batizou, 'escolheu'! 'Xará' da primavera e flor, que linda! Se for proibido, serei o 'Romeu'! Me apaixonei em sua origem, Coimbra!  Quem me pegou naquele colo, acolheu! Com voz que a cítola europeia timbra! -Com o poeta quando ali nasceu! Um doce encanto, fada sem varinha! É um afilhado de um sonho esse amor... E se o poeta acorda vê a madrinha!             Dinda, 'comadre' como manda o Senhor! Deusa lusíada e 'só a Verinha'! Do fado o cistre, do bombom, licor!