No tempo em que eu matava as apostilas, no fundão do colégio, meio avoado, tu ias mais à frente, em teu reinado, alheia às minhas quimeras juvenis tranquilas. Passaram-se as marés, luas e filas, o mundo me levou por outro lado; mas eis que o algoritmo, bem danado, reuniu de novo antigas maravilhas. Não mais colegas só de sala e giz, mas cúmplices de um mundo fluorescente, ligados por um clique e seu verniz. E assim renasce, estranha e docemente, o velho laço, agora mais feliz: colegas outra vez — porém virtualmente. **DGPT PRODUÇÕES POÉTICAS**
'Se deixe levar por poemas e versos livres e na medida de um amor desmedido'